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Aproveitando o lançamento no Steam, o "jogo" dessa semana é o mod DayZ para Arma II. Esse mod se tornou muito popular desde que foi lançado, no ano passado, fazendo Arma II ficar no topo da lista de mais vendidos do Steam por um bom tempo. Isso me leva a crer que talvez algum(ns) de você(s) já o conheçam, mas é realmente uma experiência que vale a pena vivenciar, então me sinto na obrigação de recomendar a quem não conhece.


DayZ, como dito, é um mod para Arma II. Arma II é um simulador altamente detalhado de tiro, com inteligência artifical e física muito sofisticadas. O que DayZ faz é pegar esses elementos de simulação de Arma II e colocar num mundo enorme infestado de zumbis. Você precisa procurar água, comida, munição e, se sobrar um tempo, até pode consertar um carro ou outro veículo e sair passeando por aí.

Agora, essa premissa, por si só, soa bem genérica e talvez não atraísse tanta gente. Porém, um conjunto de fatores torna tudo muito mais interessante. Se você morre, perde tudo o que conquistou até então, o que, combinado com as dezenas de jogadores que podem estar num único servidor ao mesmo tempo, cria um ambiente extremamente hostil. O cenário, um vasto campo com duas grandes cidades (muito procuradas pela quantidade de itens) e muitas vilas no interior, também ajuda imensamente a reforçar o sentimento de impotência.

Os zumbis em si são o menor dos problemas. Sim, eles podem quebrar a tua perna, podem te fazer sangrar até a morte e não vão parar de te caçar enquanto puderem, mas são previsíveis. Jogadores são imprevisíveis e impiedosos. Eles sabem que, se não atirarem em você, você provavelmente vai fazer isso com eles mesmo, então para que perder tempo conversando? Algumas (raríssimas) pessoas, porém, acabam subvertendo isso e se tornam médicos voluntários, ajudando todas as pessoas que precisam de morfina, transfusão de sangue, comida ou qualquer outra coisa. E, muito mais raro ainda, você pode até mesmo encontrar um amigo. É muito interessante ver como todas essas relações são construídas naturalmente no mundo no jogo, independentemente de sexo, idade ou origem dos jogadores.


Se ainda não parece interessante depois dessa explicação, é porque, bem, DayZ precisa ser jogado para ser entendido. Não é nada no código do jogo que torna a experiência única, mas as histórias que são criadas momento-a-momento pelos jogadores. Você pode quebrar a perna e pedir ajuda, mas a pessoa que supostamente deveria ajudar pode simplesmente te matar e pegar tudo que você tem. Você pode ter gasto vinte horas com um personagem e perder tudo ao levar um tiro no meio do campo ou por simplesmente ter ficado com fome. Você pode salvar a vida de alguém e ser morto logo em seguida. Essas coisas acontecem e, por mais bobas que possam parecer, é algo que você não poderia experimentar em nenhuma outra mídia e, apenas por isso, vale a pena jogar DayZ.

Como é um mod em Alpha, DayZ sofre com muitas falhas técnicas, como bugs e animações incompletas. A experiência é superior a tudo isso, mas, se você não quer encarar assim, uma versão em forma de jogo completo e separado de Arma II está sendo desenvolvida e será lançada esse ano, corrigindo todas essas falhas e adicionando muitas outras funcionalidades.

(DayZ é um mod para Arma II, mas você precisa tanto de Arma II quando da expansão Operation Arrowhead para jogá-lo. O pacote com os dois custa cinquenta reais no Steam. O mod também pode ser encontrado lá e o Steam cuida de todo o serviço de instalação.)



DayZ | Crítica DayZ | Crítica Reviewed by Thales Nunes Moreira on 00:00:00 Rating: 5