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Slender: The Eight Pages | Crítica

Quando joguei Slender: The Eight Pages pela primeira vez, me pareceu um jogo que se preocupava mais com sustos do que com criar tensão. Isso me incomoda, porque apenas assustar é algo preguiçoso e sem significado. Então, joguei novamente e o efeito foi o mesmo. E de novo. E de novo. E sempre. Aí percebi que não poderia estar mais equivocado.

Slender: The Eight Pages te joga numa floresta à noite com uma lanterna e uma missão: coletar as tais das oito páginas espalhadas pelo cenário. Não há qualquer orientação, mas o mapa é comprimido e os pontos de referência são facilmente reconhecidos, mesmo no escuro, de forma que ficar perdido não é um problema. Você caminha pela floresta apenas com o som dos seus passos e da sua respiração até que encontra uma página e uma música carregada, tensa, começa a tocar. Alguma coisa está acontecendo.


Uma criatura conhecida como Slenderman começa a persegui-lo, mas de uma forma quase imperceptível. Não é possível vê-lo caminhando, ele simplesmente aparece. Se ele chegar muito perto ou você olhar muito tempo para ele, é fim de jogo. Quando ele está próximo, a tela começa a tremular e é hora de apagar a lanterna e correr na direção oposta. Esse ciclo se repete até que você consiga recolher todas as oito páginas ou até que ele consiga te recolher.

Uma nova versão, chamada The Arrival, foi lançada recentemente, com gráficos melhorados e mais níveis, mas ainda é interessante testar The Eight Pages por dois motivos: em primeiro lugar, diferentemente do novo, é grátis, e, depois, a simplicidade técnica ressalta a inteligência do design.


Slender: The Eight Pages não será lembrado como um marco. Na verdade, provavelmente ele será lembrado apenas pelos sustos, não pelo motivo que leva a esses sustos. Então, caso jogue, tente analisar a situação, principalmente o desenho de som. Claro, se a sua calça ainda estiver limpa.

[Slender: The Eight Pages está disponível gratuitamente aqui. O site também contém informações sobre o mito, surgido em fóruns online por volta de 2009, que deu origem ao jogo. Slender: The Arrival custa R$21,27 e está disponivel aqui.]

Slender: The Eight Pages | Crítica Slender: The Eight Pages | Crítica Reviewed by Thales Nunes Moreira on segunda-feira, abril 01, 2013 Rating: 5

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