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Filth | Crítica


Insano, depravado, doentio e descarado. Assim é o filme 'Filth' (2013), adaptado do livro de mesmo nome, escrito por Irvine Welsh (sem previsão de lançamento no Brasil), romancista e roteirista escocês que também escreveu o livro 'Trainspotting', que foi às telas de cinema em 1996.

Na trama, Bruce Robertson - protagonizado pelo incrível ator James McAvoy - é um homem viciado em cocaína, ninfomaníaco, bipolar e recluso. “Tudo bem” até então, não fosse o fato de ser um policial desesperado para conseguir uma promoção e reconquistar sua ex-mulher e sua filha.

Bruce deseja ser promovido a qualquer custo. E para ele, a grande chance está na investigação de um assassinato brutal, concorrendo com seu colega Ray Lennox (Jamie Bell). Porém, a empreitada é atrapalhada por seus problemas pessoais, preocupações e hobbies, estimuladas por pegadinhas estúpidas e competições sexuais no ambiente de trabalho.

Embalado por um ritmo alucinado, a rivalidade entre os dois policiais toma grandes proporções, fazendo com que Bruce esteja a um passo da insanidade e da total perda de controle. E esse é o ponto mais interessante do filme: apesar de insensível, falso, manipulador e mentiroso, é impossível não reconhecer a empatia do personagem, lembrando alguns traços de personalidade do anti-herói sociopata Alex DeLarge, do filme Laranja Mecânica (1971).



James McAvoy atua com maestria em um roteiro muito bem escrito, dando show de insanidade e sensibilidade, que o fez entrar para a minha lista de atores favoritos. Filth retrata a degradação do indivíduo ao fracassar frente aos problemas do cotidiano, sendo um grande exemplo de uma linha tênue entre os limites da razão e da loucura e do que é certo ou errado.

Indispensável para os fãs de Laranja Mecânica (1971), Trainspotting (1996) e Réquiem para um sonho (2000).

Filth | Crítica Filth | Crítica Reviewed by Giovana Kümmel on quarta-feira, março 04, 2015 Rating: 5

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