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X-Men: Apocalipse | Crítica


À convite da Fox, pude conferir 'X-Men: Apocalipse' e vou contar um pouco do que achei desse filme tão esperado pelos fãs.

O filme começa com uma espetacular cena de abertura no Vale do Nilo, em meio a uma cerimonia de transferência de corpo. Apocalipse (Oscar Isaac), o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men, e acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível.

O roteirista Bryan Singer, ilustrou a passagem de tempo dos dias antigos até século 20, catapultando o espectador através de um corredor onde podemos ver flashes de eventos históricos, como a crucificação, a arte renascentista, a ascensão do nazismo e a emergência da guerra fria. Finalmente aterrissamos na promissora era de 1980. Charles Xavier vive um momento de paz e prosperidade com sua escola para jovens superdotados crescendo e recebendo mais alunos.

Por outro lado, vemos Magneto como um trabalhador numa Fábrica na Polônia, onde vive em anonimato com sua esposa e filha. Tudo está indo aparentemente bem, até que Apocalipse acordar.


Cada filme de ação precisa de um vilão, mas não um vilão qualquer com um simples desejo de dominar o mundo, causar destruição ou buscar vingança. Um vilão precisa de uma razão, filosofia, convicção de que ele está certo e alguma lógica retorcida que nos permita entender como ele está pensando. Ele também precisa de um magnetismo pessoal, de modo que possamos entender porque outros possam segui-lo. Através do roteiro e do desempenho de Oscar Isaac, nós temos isso em Apocalipse.

Ele tem uma ideia, algo como Hitler, de que os fortes devem dominar. Ao sair de sua caverna e ver a situação do mundo, ele sente repulsa. Em vez de um mundo em que o forte está no controle, ele vê sistemas que protegem os fracos. Em sua concepção, os fracos estão dominando, o que ele considera como uma perversidade sem tamanho. Assim ele tem apenas um curso lógico a seguir, descobrir uma maneira de destruir absolutamente tudo e recomeçar do zero.





Apocalipse começa a recrutar os mutantes, e a forma como o faz é digna de nota: ele diz aos mutantes escolhidos que ele quer torná-los mais fortes. em contato com Psylocke (Olivia Munn), uma mutante quase dominatrix, ele diz: "Ao contrário dos outros que buscam controlar você, eu busco te libertar". É com essa ideia que ele cativa os seus cavaleiros. Ele não os força, não abusa de poder, simplesmente usa o poder maior: a palavra.

Ao contrário dos filmes de super-heróis desse ano em que ver duas equipes brigando, para conter uma "ameaça", em 'X-Men: Apocalipse' temos o desespero global. O destino de toda civilização está em jogo e ambos os lados estão tentando literalmente matar uns aos outros.

A mais importante batalha acontece nas mentes de Apocalipse e Xavier. A capacidade mental de Xavier para se comunicar com o mundo todo chega a ser uma metáfora para a internet. Para ter sucesso, tiranos precisam ter o completo controle sobre as comunicações.



Cyclope (Tye Sheridan), Jean Grey (Sophie Turner de "Game of Thrones") e Noturno (Kodi Smit-McPhee) tem uma introdução muito bem realizada. Eu ri muito nas cenas em que Scott descobre a extensão dos seus poderes, Sophie Turner é impressionante como Jean que aprende a libertar seu poder telecinético, Kodi é um nervoso Noturno. Singer acertou nas cenas desses personagens, mesmo sendo poucas, mas sutis ao trata-los como adolescentes que são. Menção honrosa para Mercúrio que mais uma vez tem uma das melhores cenas do filme, num slow-motion memorável.



A piada de Jean ao sair de uma sessão de Star Wars e dizer, "o terceiro filme é sempre o pior de todos" é a piada que vai levar o cinema inteiro a risada. Mesmo achando o 3º filme da fraquia 'X-Men' ruim, acho maldoso o tom da piada para com os atores que trabalharam no último filme da primeira fase.

Jennifer Lawrence é o ponto de ligação de todo o filme. E não achei ruim não ver a face da Mística durante o filme, como muitos tem reclamado. Ela dá um motivo no filme para isso. E não me interessa acordos e o dinheiro que esteja rolando nos bastidores, o que quero é um bom filme. Um dos focos do filme é em em Charles e Magneto e a evolução da visão de mundo de cada um. Suas histórias e pontos de vista divergentes vão reverberar pelos próximos longas.

Entretanto nem tudo são acertos nesse novo filme. Psylocke parece ter saído dos quadrinhos direto pra tela, mas sua participação é quase nula. Tempestade e Arcanjo também são simplesmente um apoio pra ter os quatro cavaleiros do Apocalipse. Apenas isso.



Visualmente o filme é um assombro de qualidade. Edifícios caindo, terra, fumaça, algo já esperado com a tecnologia disponível hoje em dia, mas ainda assim merece crédito por ser tão belo e crível.

Embora o filme tenha 2h 24min, o tempo passara mais rápido do que você imagina. Com toda essa duração, ainda senti que faltaram melhores cenas do vilão do filme, uma vez que ele é praticamente o mais temido dos quadrinhos.

O que vemos com esse novo filme da franquia, e após o reboot ocorrido em 'Dias de um Futuro Esquecido', que ainda continua sendo meu favorito, é que X-Men tem um futuro promissor pela frente. Com um elenco sólido e competente, podemos esperar grandes coisas desse universo nos cinemas.


E aí ficam nossas expectativas, será que teremos o arco da Fênix no próximo filme? Torcendo com todas as forças para que isso aconteça, porque, olha, Sophia Turner vai inflamar seu coração.

Ah, e antes que esqueça, tem cena pós-créditos. Então, ESPERE!

X-Men: Apocalipse | Crítica X-Men: Apocalipse | Crítica Reviewed by Marko Miller on terça-feira, maio 17, 2016 Rating: 5

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