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Criminal Minds: Beyond Borders - 1ª Temporada | Crítica

Criminal Minds: Beyond Borders é uma série derivada de Criminal Minds, famosa série exibida há 11 anos pela CBS, aqui no Brasil pelo canal AXN. Com grandes produções de sucesso, como NCIS e CSI, a CBS apresenta em Beyond Borders a mesma linha de investigação da série que lhe deu origem: traçando o perfil psicológico do suspeito com base na pistas do caso e cada membro especialista da equipe ajuda a investigar e a prender o culpado.


O líder da equipe é Jack Garret (Gary Sinise - CSI NY) muito sábio e veterano do FBI acompanhado de sua parceira de trabalho, a antropóloga Clara (Allana de La Garza - Law & Order). Ainda na equipe, temos o ex-militar, Matt Simmons (Daniel Henney), a psicologa forense, Dra Mae Jarvis (Annie Funke), e por último, no suporte técnico, Monty (Tyler James Williams - Todo Mundo Odeia o Cris), que fica  responsável por entrar em contato com os familiares das vítimas.

A premissa da série é inovadora e chama a atenção pela qualidade da produção. Acompanhamos em cada episódio um novo caso, onde uma equipe do FBI viaja e para serem aceitos no país precisam trabalhar com a Policia local. E no meio disso tudo vários contra-tempos podem surgir, como barreiras impostas pela comunicação, politica e diferenças culturais.

Impossível evitar comparações com a antecessora Criminal Minds, que  há 11 anos líder absoluta em audiência. Qual o segredo? A série tem o diferencial das concorrentes, o principal fator para solucionar o caso é o perfil psicológico.

Ouso dizer que o segredo também se deve ao elenco. Os personagens são fortes e se destacam pelas suas especialidades. Por diversas vezes vi semelhanças entre o novo personagem de Sinise com Mac Taylor, de CSI NY. Ele interage muito bem com todos os companheiros em cena.

Jack (Sinise) está sempre com Clara e podemos sentir o quanto o personagem dela é forte, tem o lado mais humana e sempre demonstra solidariedade. A Dra Mae é o lado cômico da série, com o parceiro Matt, ele é o cara que sempre "conhece alguém" e por diversas vezes salva a equipe de alguma reviravolta na trama.


O grande problema é Monty, um personagem totalmente descartável. Não faz falta e quando se faz necessário é entediante. Seu personagem deveria ser um dos mais importantes, já que é o elo entre a equipe e o mundo. Ele fica na central de operações coletando dados, analisando contas bancárias, procurando vestígios pela rede que possa ajudar a solucionar o caso.

Na original Criminal Minds, Penelope Garcia (Kirsten Vangsness) tem a mesma função que Monty, e de longe desempenha muito bem seu papel. O ator não passa segurança ao interpretar o personagem e as falas parecem arrastadas. É notável que o ator tem mais facilidade interpretando comedias, já que até hoje é lembrado pelo seu papel na série Todo Mundo Odeia o Cris.

A série teve um bom desempenho durante a primeira temporada com 13 episódios. A equipe viajou para Tailândia, Espanha, México, entre outros. Fomos apresentados a serial killers, sociopatas, sequestradores e até a uma mãe desesperada para salvar sua família. Com isso, não ficou na sombra de sua antecessora e conseguiu se destacar entre muitas. E ainda você pode assistir sem conhecer a trama original, pois são séries totalmente independentes.

Criminal Minds: Beyond Borders cumpriu sua premissa, mas precisa arriscar mais! Gary Sinise não pode levar sozinho o peso nas costas e o resto do elenco precisa de mais destaque. São poucas as falhas e elas podem ser resolvidas na 2ª temporada, que retorna em 2017.

Criminal Minds: Beyond Borders - 1ª Temporada | Crítica Criminal Minds: Beyond Borders - 1ª Temporada | Crítica Reviewed by Cintia Milanez on quinta-feira, junho 16, 2016 Rating: 5

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