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Pretty Little Liars: 6ª Temporada - Parte 2 | Crítica


Após dez episódios iniciais (leia a crítica aqui) que solucionou vários mistérios, apostou em um arco mais dramático e fechou várias pontas soltas, Pretty Little Liars voltou para encerrar sua 6ª temporada cem por centro renovada. Com um novo frescor, novos mistérios e claro, alguns erros de roteiro, mas sem faltar um pouco de fantasia, caso contrário, não estaríamos falando da série das mentirosinhas.

Cinco anos se passaram desde que Cece/Charlotte (Vanessa Ray) se revelou como "A" e foi internada em um hospital psiquiátrico. No mesmo período, Aria (Lucy Hale), Hanna (Ashley Benson), Spencer (Troian Bellisario), e Emily (Shay Mitchell) deixaram a cidade de Rosewood, para ingressar na faculdade e em suas próprias carreiras profissionais, o mesmo vale para Mona (Janel Parrish). Enquanto que Alison (Sasha Pieterse) permaneceu na cidade e se tornou professora no Rosewood High.

O salto temporal fez bem para a história, e as meninas finalmente deixaram o ensino médio. Sem dúvida nenhuma, os roteiristas já estavam bem perdidos e renovar tudo era mais que necessário. Cada mentirosa seguiu carreira de acordo com sua personalidade, Aria começou a trabalhar em uma editora em Boston, Hanna trabalha com moda em Nova York, Spencer está no ramo político em Washington, enquanto que Emily teve um pouco mais de dificuldade para se ajustar à vida adulta, vivendo na Califórnia.

No entanto, após anos sem se encontrarem, todas são obrigadas a voltar para Rosewood, quando uma nova audiência, que decidirá o futuro de Charlotte, é marcada. E isso é o estopim que define o clima da temporada e apenas o início de um novo mistério. O reencontro das meninas é lindo, e vemos várias referências ao episódio piloto, durante essas cenas.



No início, o novo mistério parece apostar em algo mais simples, do que as elaboradas histórias dos anos anteriores, mas os roteiristas insistem em apostar em velhos erros, indicando vários suspeitos que não vão dar em nada, pistas sem nenhum significado, e no final, tudo já está totalmente embaralhado novamente.

O primeiro sinal disso é como o novo arco envolvendo o retorno de Sara Harvey (Dre Davis) foi mal planejado pelos roteiristas, pois foi necessário um flashback para explicar o motivo de sua volta, algo que definitivamente devia ter sido pensado após a conclusão da primeira parte da temporada.

É melhor que os roteiristas realmente saibam onde querem chegar na próxima temporada, e como essas histórias vão se desenrolar daqui para frente. Felizmente, o novo vilão não se identifica como "A", já que isso já havia ficado muito batido, mesmo assim, os personagens principais mostraram que não aprenderem nada na vida adulta e ainda não relatam nenhum dos acontecimentos para a polícia. Algo que já ficou um pouco inconsistente, considerando que todos já estão na casa dos vinte e poucos anos.

Apesar do salto no tempo, os personagens mudaram muito pouco, é como se os anos não tivessem passado. Apesar de algumas mudanças no visual e no figurino, nada realmente nos convence que cinco anos se passaram entre um episódio e outro. Além dos protagonistas, coadjuvantes como Ashley (Laura Leighton), Ella (Holly Marie Combs), Byron (Chad Lowe), Veronica (Lesley Fera), Peter (Nolan North), e Melissa (Torrey DeVito) também não envelheceram um dia sequer.

Outra escolha desfavorável foi separar TODOS os casais principais da série, Aria e Ezra (Ian Harding), Spencer e Toby (Keegan Allen), Hanna e Caleb (Tyler Blackburn), nenhum desses casais continua junto, algo extremamente desnecessário, pois nós sabemos que eventualmente, a maioria deles vai voltar a ficar junto. E mesmo que um novo relacionamento comece nesse tempo, foi algo que também deveria ter sido melhor desenvolvido e causa estranheza na maioria dos telespectadores. Não sei se um novo casal irá durar muito tempo na série.

Apesar de tudo isso, é interessante ver como a vida dos personagens e a cidade de Rosewood mudaram. O sanatório Radley se tornou um hotel de luxo, onde os personagens passam boa parte do tempo. Acompanhar as vidas profissionais das mentirosas é muito mais interessante que os novos mistérios, principalmente Emily que se aventura em uma storyline muito mais dramática, ao invés de colocar a garota com um novo interesse amoroso ou uma carreira no esporte.

Os novos personagens Jordan (David Coussins), Liam (Roberto Aguire) e Yvonne (Kara Royster) não possuem muita importância com o arco principal dos episódios, mas foram boas adições ao elenco e funcionam muito bem em seus respectivos núcleos, além disso, os três são um ótimo colírio para os olhos. Infelizmente Mona e Alison continuam sendo mal aproveitadas, para desgosto dos fãs, considerando que ambas são personagens extremamente importantes para a série.

Felizmente, ao fim dessa temporada, muitos mistérios são resolvidos, apenas para nos deixar com mais perguntas e ainda mais ansiosos para a 7ª temporada. Isso é Pretty Little Liars, apesar da inconsistência de algumas histórias, a enrolação, e os mistérios poucos desenvolvidos, ainda é nosso guilty pleasure favorito.

Pretty Little Liars: 6ª Temporada - Parte 2 | Crítica Pretty Little Liars: 6ª Temporada - Parte 2 | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on 15:00:00 Rating: 5