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Supergirl - 1ª Temporada | Crítica


De todas as séries baseadas em quadrinhos da atualidade, Supergirl foi a que mais sofreu relutância do público, fosse pela história, pelo elenco, pela emissora que a exibiria ou apenas uma certa desconfiança do público que não acreditava no projeto.

Felizmente, a série da prima do Superman se sobressai por conhecer imensamente o seu público alvo, respeitar e homenagear os quadrinhos da heroína, introduzir personagens cativantes do universo DC (que dificilmente teriam uma chance nos cinemas), e ainda aposta no saudosismos dos fãs ao trazer excelentes referências, além de participações especiais ao longo de seu primeiro ano.

Desenvolvida por Greg Berlanti, Andrew Kreisberg (Ambos de Arrow e The Flash) e Ali Adler (The New Normal), a nova série utiliza o padrão de "caso da semana", mas ainda assim possui uma história central que é desenvolvida durante a temporada, e apesar dos vilões semanais serem um pouco entediantes no começo, esse aspecto vai melhorando a cada semana.

Manter o romance e possíveis interesses amorosos em segundo plano também foi algo benéfico para o roteiro, além da trama principal que não é deixada de lado e vai se desenvolvendo com naturalidade durante seus vinte episódios.

O elenco é um dos principais motivos para a série dar tão certo, Melissa Benoist (Glee) foi a escolha perfeita para interpretar a protagonista. O charme da atriz conquista a maioria dos fãs da série, e seu desempenho só melhora durante a temporada, tanto em cenas cômicas, quanto nas dramáticas, principalmente no 16º episódio da temporada.

Embora Calista Flockhart (Ally McBeal/Brothers & Sisters) roube completamente a cena, na melhor versão que já vimos de Cat Grant, seu sarcasmo torna impossível odiar a personagem, que apesar de arisca em alguns momentos, mostra que é uma boa pessoa e uma verdadeira aliada da heroína.

Chyler Leigh (Grey's Anatomy) também foi uma ótima adição ao elenco como Alex Danvers, irmã adotiva de Kara, uma personagem forte, e que não vive à sombra da progonista, tendo storylines próprias e interessantes de se acompanhar.

O elenco masculino não faz feio, Jeremy Jordan (Smash) conquista os fãs como Winn, o amigo tímido e nerd de Kara, assim como Mehcad Brooks (Desperate Housewives/True Blood) nos apresenta uma interessante nova abordagem sobre o conhecido James Olsen. Além de David Harewood (Homeland) que interpreta Hank Henshaw, e possui um dos melhores desenvolvimentos ao longo dos episódios, ganhando cada vez mais espaço na trama.


As participações especiais são outro ponto forte da série, incluindo Peter Facinelli (Crepúsculo) como Maxwell Lord, Jenna Dewan Tatum (Ela Dança, Eu Danço) como Lucy Lane, Laura Benanti (Nashville) como Alura/Astra, Chris Vance (Rizzoli And Isles) Como Non, Italia Ricci (Chasing Life) como Banshee Prateada, Blake Jenner (Glee) como Adam, Henry Czerny (Revenge) como o Homem-Brinquedo e Levi Miller (Peter Pan) como Carter, além das ilustres participações de Helen Slater (Supergirl - O Filme) como Eliza, Dean Cain (Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman) como Jeremiah e Laura Vandervoort (Smallville) como Indigo.


A fotografia da série é lindíssima, e foge do padrão de outras séries da DC, mostrando uma National City ensolarada e cheia de vida, cenários modernos e coloridos, além de reutilizar espaços de Lois & Clark que somente os fãs mais atentos irão notar. O figurino também aposta em cores vivas, criando um certo balanço entre um e outro, e nos apresenta um ótimo resultado final em tela. Já os efeitos especiais, aproveitam o orçamento que a Warner a CBS deram para a série, apesar de não serem tão bons quanto os efeitos do cinema, proporcionam o tom de realidade certo.

Referências ao universo do Superman não faltam, Clark Kent, Lois Lane, Lex Luthor, Perry White, Planeta Diário, Metropolis e muito mais são o bastante para fazer qualquer fã do homem de aço sorrir, apenas com uma breve menção.

A galeria de vilões também é uma das melhores, tanto em visual, quanto nas histórias e atores escolhidos. Destaque para Curto-Circuto, Tornado Vermelho, Bizarro, e os já citados Homem-Brinquedo, Indigo e Banshee Prateada.


Os produtores acertaram em não colocar a última filha de Krypton no mesmo universo do Arqueiro Verde e do Flash, pois assim a série teve uma liberdade criativa maior para desenvolver seus personagens, e esse novo universo. No entanto, a participação de Grant Gustin como o Velocista Escarlate, apesar de corrida, foi muito bem amarrada, de um modo que não deixaria os telespectadores confusos, e ainda pode render ótimas histórias no futuro.

A temporada se encerra de uma ótimo maneira, em uma storyline que envolve os principais personagens e um cliffhanger que certamente irá manter muitos fãs ansiosos pela já confirmada 2ª temporada.

Mudanças certamente vão ser notáveis, já que agora a série foi transferida para a The CW (mesma emissora de Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow), além de realocar as filmagens de Los Angeles para Vancouver, mas diante dos roteiristas que nos entregaram esse excelente primeiro ano, a série tende apenas a melhorar e crescer ainda mais no gosto dos fãs. Doa a quem doer, Supergirl veio para ficar.

Supergirl - 1ª Temporada | Crítica Supergirl - 1ª Temporada | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on quinta-feira, julho 14, 2016 Rating: 5

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