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Caça-Fantasmas | Crítica


Todo ano, vários remakes, reboots e sequências chegam aos cinemas do mundo todo, alguns se tornam grandes sucessos, outros um verdadeiro fracasso, mas a maioria geralmente segue a mesma fórmula e por isso grande parte do público fica relutante com esses filmes. 

Felizmente, não é o caso dessa nova versão de Caça-Fantasmas. Esse filme sofreu represálias dos fãs mais fiéis da franquia desde seu anúncio, e tal fato piorou ainda mias após a divulgação de seu primeiro trailer. No entanto, essa nova investida não só apresenta a franquia para uma geração totalmente nova, como também mostra tudo que um remake deve ser, não uma simples cópia de seu original, mas uma nova história com os mesmos elementos, uma nova roupagem, não desmerecendo o material original e aproveitando ao máximo o que a tecnologia de hoje em dia pode oferecer para o público.

É visível como o diretor Paul Feig (Missão Madrinha de Casamento) e a roteirista Katie Dippold (Parks and Recreation) tinham uma visão clara de como esse novo filme deveria ser, fujindo do padrão de sucessos recentes como Jurassic World e Star Wars - O Despertar da Força, e reintroduzindo toda a mitologia dos filmes originais, mas em um universo onde aqueles acontecimentos nunca aconteceram, mantendo a história fresca e fácil de entender para possíveis novos fãs que nunca viram os filmes de 1984 e 1989, e preservando o espírito e o humor caracterísitco que conquistou gerações de fãs.



Mas é claro que nada disso teria dado certo se não fosse pelo elenco. Kristen Wiig (Perdido em Marte), Melissa McCarthy (A Espiã Que Sabia de Menos), Kate McKinnon (Ted 2), e Leslie Jones (Descompensada) foram as escolhas perfeitas como protagonistas. O grupo possui uma química imensa, trazem um pouco de si para suas personagens, e apresentam algumas das melhores piadas vistas em filmes de comédia recentes, um tipo de humor que irá agradar homens, mulheres e crianças de todas as idades.

Chris Hemsworth (Os Vingadores - Era de Ultron) também se mostra um ator com excelente timing para a comédia e uma ótima adição ao grupo de protagonistas. No entanto, o vilão de Neil Casey (Saturday Night Live) poderia ter sido melhor trabalhado no roteiro, algo que afetou diretamente a atuação do ator e assim tivemos um vilão um tanto quanto caricato. Andy Garcia (Os Intocáveis) e Cecily Strong (A Chefa) também foram boas adições ao elenco, mas não oferecem grande importância para a história.



Além disso, as participações especiais de Bill MurrayDan AykroydErnie Hudson e Sigourney Weaver podem não acrescentar nada para a história, mas certamente são divertidas e devem arrancar sorrisos até mesmo do fã mais descrente com a produção, o mesmo vale para a participação de Ozzy Osbourne. Além de outros easter eggs e referências espalhados ao longo do filme.

Os efeitos especiais são ótimos, nos dando o tom certo de realidade, mas não se distanciando da comédia que o filme oferece, assim como os figurinos e a linda fotografia do filme, mostrando alguns do melhores pontos da cinematográfica Nova York. Outro ponto que merece destaque é a trilha sonora, que dá o tom certo para várias cenas, não se mostra cansativa em nenhum momento e ainda homenageia a clássica e marcante trilha dos filmes originais.

Enfim, essa nova versão de Caça-Fantasmas chega para quebrar velhos preconceitos, provando que uma boa ideia nas mãos das pessoas certas pode nos render ótimos filmes, e que algumas vezes, mudanças podem trazer ótimos resultados. Além de provar que grandes blockbusters podem ser protagonizados por mulheres, e ainda despertar o interesse do grande público e eventualmente se tornarem grandes sucessos.

Caça-Fantasmas | Crítica Caça-Fantasmas | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on terça-feira, agosto 02, 2016 Rating: 5

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