Reprodução/Divulgação

For Honor | Crítica

'For Honor' surpreendeu a todos quando foi apresentado pela primeira vez com um vídeo belíssimo onde três fações entravam em uma batalha direta: Vikings, Samurais e Cavaleiros. Com uma breve narração indicando que uma catástrofe assolou um determinado local e acabou culminando naquela batalha entre esses três segmentos de guerreiros, foi impossível não ficar embasbacado com aquilo visto em tela e também aguardar ansioso por mais informações daquilo que prometia embates épicos talvez nunca vistos.

Afinal quer algo mais visceral que uma luta corpo a corpo entre Vikings, Samurais e Cavaleiros? Com essa apresentação 'For Honor' ficou na cabeça dos jogadores por muito tempo.


Eis que veio a data de testes da versão beta e nós fomos levados a uma breve introdução dos comandos e em menos de 10 minutos já éramos lançados em um embate onde deveríamos proteger um determinado território.

Nesse primeiro contato com o jogo já ficou bem claro que ele estava bem longe em dinâmica de combate do que já fomos apresentados em outros jogos. Sua mecânica totalmente diferente e inovadora prometia algo completamente novo e isso foi entregue com louvor pela Ubisoft.

Campanha com momentos épicos


Após esta breve introdução ao universo de 'For Honor', a maior dúvida dos interessados sobre o jogo era sobre seu modo campanha. Por falta de informações nos sites e a cautela da Ubisoft ao dar detalhes sobre essa parte do jogo, a expectativa era de algo sombrio e errôneo.

Mas para surpresa, a campanha surpreende e não desaponta. Não é a melhor que temos visto nos últimos anos, mas ainda assim te deixa curioso e te faz continuar a jogar. Mas falta um ponto de ambição na história que é contada. Cada missão começa com uma breve explicação sobre o mapa do mundo que nos apresenta, determina um rápido objetivo e já te joga no meio da batalha para concluir aquele objetivo.

Sua campanha e dividida em três capítulos com seis missões cada, sendo cada episódio centrado em uma das três facções existentes. Em cerca de cinco ou seis horas você pode finalizar o modo campanha, já que cada capítulo leva em média duas horas e cada missão cerca de vinte minutos, portanto essas pequenas doses vão servindo como conteúdo para apresentar um contexto histórico na guerra de facções que mais tarde ocorrerá no modo multiplayer.


Deixando de lado questões como a duração ou a história, gostei do desenvolvimento neste modo de jogo. Enquanto no beta aprendemos a jogar o multiplayer, aqui podemos começar a aprender alguns dos combos das facções sem entrar em partidas complicadas com outros jogadores com mais técnica. Para aqueles que querem ter grandes resultados desde o início no modo multiplayer, o confronto com alguns dos comandantes no modo história ensina muito sobre como lidar com as batalhas mais tarde: aprender técnicas que de outra forma iriam ser aprendidas pelo duro esforço de morrer e tentar novamente.

Não há nada mais gratificante em 'For Honor' que o sistema de combate criado pelos desenvolvedores. Com ele, somos capazes de controlar o personagem quase inteiramente graças ao enorme sistema de guarda e ataque criado para a ocasião. Sim, digo que precisa praticar o suficiente para controlá-la, porque depois de passar a campanha curta e cerca de dez horas no multiplayer (mais cinco da beta aberta), tem sido impossível controlar a enorme quantidade de movimentos disponíveis para cada personagem.


Em primeiro lugar, recomendo atenção para o tutorial, que apresenta apenas a ponta do iceberg em comparação com o que podemos fazer (deixando combos para outras vezes): o desenvolvimento do sistema está confiante que o jogador pode escolher a qualquer momento que lado quer proteger: à esquerda, direita ou superior. As partes que não estão em guarda são vulneráveis ​​e têm de mudar rapidamente a posição quando vemos a direção do ataque inimigo.

Uma vez compreendida a importância deste, temos de aprender a atacar: novamente, podemos escolher a posição de ataque graças a três opções disponíveis. A escolha de ataque dependerá da guarda tomada pelo inimigo. Ao mesmo tempo, temos de ver se queremos fazer um ataque forte ou um simples, algo que será ligado ao medidor de resistência. A este é adicionado o modo de vingança, uma habilidade especial que nos melhora tanto ataque e estatísticas defesa que é útil em determinados momentos em que estamos presos.

Com movimentos evasivos, execute uma cambalhota para ambos os lados, ou quebre a guarda inimiga com o botão X. Essas ações são tão importantes como ataque e defesa, uma vez que se executadas de maneira errada, o inimigo lhe dará um golpe poderoso que ira te desestabilizar por determinado momento.

Gráficos


Estamos diante do jogo mais polido da Ubisoft, superando a estabilidade alcançada em 'Watch Dogs' poucos meses atrás. As texturas são excelentes, é possível ver cada detalhe, ranhura nas armaduras dos inimigos, dando um efeito quase fotorrealista. As Cenas de CGI ultrapassam em muitos outros filmes de animações de grandes produtoras e estes no modo história são espetaculares. Sem qualquer dúvida o jogo é tecnicamente um dos melhores da atual geração nesses quesitos técnicos.

No quesito dublagem, de cara somos surpreendidos pelas vozes de personagens já consagrados de filmes que amamos muito (eu gritei GANDALF, quando percebi); e deixando um ou outro deslize de lado em algum personagem secundário, a dublagem se encaixa muito bem e é um item que merece palmas a Ubisoft por sempre estar pensando em seu público brasileiro e sempre buscando formas de aproximar ainda mais a experiência para nós que por anos fomos forçados a engolir produções totalmente em inglês e as vezes até em japonês.

Multyplayer

'For Honor', mostra ao que veio de verdade quando chegamos ao seu multiplayer. Primeiro você deve escolher uma facção - você pode mudá-la depois, mas será penalizado de algumas maneiras. O Multiplayer inteiro lembra um board game, com monitor de progresso de cada facção contra a outra, enquanto você avança no multiplayer, você é recompensando com espólios de guerra que podem ser usados para ajudar sua facção a desenvolver seus ataques e defesas.


Diferentes tipos de duelo são oferecidos no modo multiplayer, e cada guerreiro, traz uma série de ferramentas e atributos que podem aumentar o sucesso contra seus oponentes, dependendo do mapa e do modo de jogo.

O primeiro modo apresentado é chamado Dominion, nele oito jogadores formam duas equipes para iniciar uma luta por território. A ideia é tomar postos de controle assumindo a liderança do cenário. Já em Mata-Mata em equipe, esses mesmos quartetos se enfrentam numa batalha sangrenta onde o objetivo é acumular o maior numero de mortes por partida. Mais um modo com oito jogadores é o Eliminação, onde dois times se enfrentam até que reste apenas um guerreiro de pé.

Já o Brawls é mais direto e brutal, contando com duas duplas, a ideia é eliminar os heróis do exercito rival até não restar ninguém. E em Duelos é onde nos exige o máximo de habilidade, pois nesse modo o mano a mano é o centro da jogatina com apenas dois jogadores se enfrentando de maneira direta.

Futuros mapas e Dlcs de For Honor serão gratuitos

Numa época em que já pagamos caro por um jogo graças às altas taxas de nosso país, e na frente descobrimos que teremos que pagar por mais conteúdo caso queiramos aproveitar o máximo de um lançamento, muitas vezes acaba nos fazendo desistir da compra, correto?

Com 'For Honor' podemos deixar esse medo de lado de acordo com uma entrevista da Ubisoft ao site Eurogamer. Segundo o diretor do jogo, Damien Kieken, todos os mapas e modos criados depois do lançamento do jogo serão disponibilizados gratuitamente para os jogadores.

Não queremos dividir a comunidade. Então tudo relacionado às partidas, incluindo novos modos e mapas, serão dados gratuitamente para os jogadores. Também teremos outros conteúdos gratuitos. Somos um grande time dando suporte para o jogo depois do lançamento.

Concluindo


'For Honor' sem dúvida inicia esse ano de 2017 que promete grandes lançamentos de uma forma satisfatória. Sua boa campanha aliada ao seu excelente multiplayer, com dublagem em português do Brasil e gráficos excelentes o fazem merecedor de atenção.

É um jogo desafiador, mas extremamente viciante que vai fazer você dedicar boas horas do seu tempo melhorando os atributos de seus personagens, coletando itens, conquistando territórios e lutando por sua honra.

For Honor | Crítica For Honor | Crítica Reviewed by Marko Miller on quarta-feira, março 15, 2017 Rating: 5

0 COMENTÁRIOS

Postar um comentário

comentários
DISQUS