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O Chamado 3 | Crítica


No inicio dos anos 2000, o cinema de terror mais uma vez parecia sem fôlego após o encerramento da franquia 'Pânico'. Até que em 2002, um novo gênero começou a chamar a atenção dos executivos de Hollywood após o lançamento de 'O Chamado', refilmagem de um terror japonês, dirigido por Gore Verbinski (Piratas do Caribe), roteirizado por Ehren Kruger (Pânico 3) e estrelado por Naomi Watts (O Impossível).

O filme foi um grande sucesso de crítica e público, rendendo outras refilmagens como 'O Grito', uma paródia no ótimo 'Todo Mundo em Pânico 3', e até uma sequência que não obteve tanto sucesso.

Agora, em uma época em que grandes franquias estão retornando, a Paramount Pictures decidiu que era hora de Samara Morgan retornar para fazer novas vítimas em 'O Chamado 3' (Rings - a tradução inicial era 'Chamados'). Dessa vez, dirigido por F. Javier Gutiérrez e roteirizado por David Loucka (A Última Casa da Rua), Jacob Estes (Detalhes) e Akiva Goldsman (Anjos e Demônios). Infelizmente, o resultado não é dos melhores.

Inicialmente, a ideia parece até boa, em uma época onde o VHS se tornou obsoleto, e as pessoas costumam assistir vídeos na palma da mão, seria interessante ver como Samara iria se atualizar para fazer novas vítimas, embora a mitologia estabelecida nos dois primeiros filmes não seja prejudicada, e o roteiro se aprofunde ainda mais no passado da vilã, tudo acaba parecendo fácil demais e algumas coisas acabam sem nexo, e definitivamente deveriam ter sido mais elaboradas. No entanto, as cenas com Samara saindo de uma TV LCD ou até de um celular poderiam ter ficado ridículas, algo que felizmente não acontece.


A protagonista Julia (Matilda Luz - L'estate addosso) até entrega uma boa atuação, mas poderia ter se esforçado mais. Holt (Alex Roe - A 5ª Onda) parece movimentar muito mais a trama do que sua parceira de cena. Já Johnny Galecki (The Big Bang Theory), Vincent D'Onofrio (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros), Aimee Teegarden (Pânico 4) e Zach Roerig (The Vampire Diaries) transmitem mais veracidade nas poucas cenas que possuem durante a produção.

Os efeitos especiais são aceitáveis apesar do baixo orçamento, assim como a fotografia que consegue trazer um pouco do clima dos dois filmes anteriores. E se tratando de um filme de terror, poderíamos ter tido mais alguns sustos, pois são raros os momentos em que a produção realmente chega a dar medo, nem mesmo a trilha sinistra cumpre esse papel.


Apesar de tudo, por um momento, parecia que teríamos um final digno para a franquia como um todo, mas a ganância do estúdio deve ter falado mais alto, e a possibilidade de mais filmes fica no ar, outro ponto que acaba não fazendo muito sentido, se os produtores pretendiam deixar essas respostas no ar para serem abordadas em outra continuação, sinto que isso não irá acontecer, e tais questões vão ficar no ar.

'O Chamado 3' até tinha um bom material para se trabalhar, e um elenco competente, mas o roteiro deveria ter sido melhor trabalhado, e talvez fazer uma continuação direta seria sido melhor, mas ao invés disso, tivemos um reboot que certamente será lembrado como uma mancha para a franquia, e que os fãs de terror tentarão esquecer.


O Chamado 3 | Crítica O Chamado 3 | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on quarta-feira, março 08, 2017 Rating: 5

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