Reprodução/Divulgação

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica


A franquia 'Invocação do Mal' certamente é uma das mais lucrativas nas mãos da Warner atualmente, além da mais popular entre o público desde Jogos Mortais.

Atualmente, 'A Freira' já está em produção, enquanto 'Invocação do Mal 3' e 'Homem Torto' ainda estão em desenvolvimento, mas antes de tudo isso tivemos o primeiro derivado em 2014, 'Annabelle' não agradou muitos críticos, mas teve uma boa bilheteria, ao menos o bastante para que o estúdio e o produtor James Wan decidissem investir na sequência 'Annabelle 2: A Criação do Mal'.

O filme relata eventos que ocorreram antes do filme anterior, se passando em 1955. Doze anos após perder a filha Annabelle Mullins (Samara Lee - 'Um Homem Entre Gigantes'), o casal Esther (Miranda Otto - 'O Senhor dos Anéis') e Samuel Mullins (Anthony LaPaglia - 'Without a Trace') decidiram abrir sua casa para hospedar a irmã Charlotte (Stephanie Sigman - 'Narcos') e seis garotas órfãs que não tinham para onde ir, após o orfanato onde moravam ser fechado.

De imediato, Janice (Talitha Bateman - 'Hart of Dixie') e Linda (Lulu Wilson - 'Ouija: Origem do Mal'), as mais novas do grupo, ganham mais destaque pelo roteiro mostrando que ambas possuem um forte vínculo. Apesar da pouca idade, ambas mostram um desempenho excepcional em tela, com gritos convincentes e força nos diálogos, principalmente Bateman que explora duas facetas da personagem com louvor, enquanto o elenco adulto também não decepciona.


O filme também foge de alguns clichês do gênero, onde os vilões atacam até mesmo durante o dia, mas peca ao apostar em velhas fórmulas como a típica cena debaixo do lençol ou inúmeros sustos sonoros. No entanto, o diretor David F. Sandberg (Quando as Luzes se Apagam) e o roteirista Gary Dauberman (Annabelle) souberam explorar a mitologia desse universo, sem ignorar o primeiro filme, e ainda criando uma forte conexão com o mesmo, mas sem repetir velhos erros.

Sandberg definitivamente foi a escolha certa para substituir John R. Leonetti no cargo de diretor, apostando muito mais nos atributos que definem a franquia 'Invocação do Mal'. No entanto, os efeitos especiais poderiam ter sido melhor trabalhados, alguns parecem um tanto quanto inacabados, diferente dos efeitos práticos e da maquiagem que se destacam por tamanha perfeição.


A fotografia também merece seus elogios, onde os tons pastéis do interior combinam com as cores fortes do figurino, ou até com o sangue presente em algumas cenas. Os fãs mais atentos também irão delirar com os easter eggs presentes durante a produção, homenageando elementos e objetos conhecidos, e nos preparando para os próximos filmes.

No geral, 'Annabelle 2: A Criação do Mal' é superior ao filme de 2014, apesar de repetir alguns erros, mas é uma ótima adição ao universo 'Invocação do Mal' e se destaca com uma boa surpresa para o gênero terror desse ano.

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on segunda-feira, agosto 21, 2017 Rating: 5

0 COMENTÁRIOS

Postar um comentário

comentários
DISQUS