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Shadowhunters - 2ª Temporada | Crítica


Depois de apresentar uma primeira temporada superficial e mal explorada, 'Shadowhunters' tem um retorno triunfal e mostra uma evolução significativa. Mesmo tomando rumos diferentes dos livros 'Instrumentos Mortais', de Cassandra Clare, a série conseguiu mostrar que tem espaço e um público fiel nos seus 20 episódios, disponíveis no Brasil pela Netflix.

No final da primeira temporada, Jace (Dominic Sherwood) escolhe ficar ao lado do Pai, Valentine (Alan Sprang) confuso e magoado após descobrir que ele e Clary (Katherine Mcnamara) são irmãos, deixando-o devastado preferindo se afastar de todos. Clary e Alec (Matthew Daddario) tentam de várias formas abrir os olhos dele, mas ele parece estar cego.

Durante um conflito entre a Clave, Jace descobre que nas suas veias correm sangue de demônio. Valentim fazia testes nele, injetando sangue de demônio afim de criar um soldado unicamente perfeito. Jocelyn (Maxim Roy) retornou do coma disposta a porteger Clary e afasta-la do pai. Ele é capaz de qualquer coisa para alcançar seus objetivos. Jocelyn conta a Clary que durante sua gravidez, Valentine também fez experimentos com ela, secretamente deu sangue de anjo para Jocelyn, portanto Clary tem sangue de Anjo. Esse é o motivo da fuga de Jocelyn para Nova York. 


A família Lightwood também passa por problemas. Maryse retorna ao Instituto e não aceita o relacionamento do filho com o feiticeiro, Magnus Bane (Harry Shum). Os dois passam por vários problemas durante a temporada, Alec não sabe lidar com a rejeição da mãe e ao mesmo tempo seus sentimentos, é tudo novo e ele está inseguro. Magnus se recusa a falar sobre o passado, abrir antigas feridas. 

Enquanto isso Isabelle (Emeraude Toubia) fica gravemente ferida após uma batalha e em busca de uma cura, torna-se viciada em uma substancia perigosa e faz uma aliança com os Vampiros. Ainda temos uma nova liderança no Instituto que promete fazer valer as leis da Clave e um novo Shadowhunter transferido chega a cidade, Sebastian Verlac (Will Tudor) uma pessoa misteriosa, mas ele logo ganha a confiança de Isabelle e cai no gosto de todos sendo uma pessoa bastante prestativa.


A vez de Simon (Alberto Rosende) conquistar Clary parece que finalmente chegou, ele ainda tem problemas em casa, cada vez mais fica difícil esconder da família sua real condição. Ele conhece Maia (Alisha Wainwright), uma loba do bando de Luke (Isaiah Mustafa). Eles viram amigos e um clima acaba rolando entre eles, deixando Simon confuso dos seus sentimentos. 

Nessa temporada o romance foi mais explorado e tivemos novos casais, casais inesperados, novo triângulo amoroso, mas nada supera a química entre Alec e Magnus. Sofremos do começo ao fim, torcendo, para que os dois fiquem juntos e superem todos os problemas. O primeiro encontro finalmente acontece e ambos foram honestos um com o outro, pequenos gestos e falta de palavras são suficientes para mostrar o quanto o amor dos dois é forte e verdadeiro. 


O roteiro mais amarrado é um dos destaques da temporada, conhecemos mais a mitologia dos anjos e o legado em que os caçadores de sombras é baseado. Vimos a Cidadela e o Reino dos Seelies, mesmo que de forma corrida e, mesmo com fatos diferentes, ainda temos a essência dos livros. 

Os personagens amadureceram, ficando fortes e destemidos, de longe podemos notar a segurança dos atores com seus personagens, principalmente nas cenas de luta e cenas de forte emoção. Até a abertura foi melhorada, mais madura. Os efeitos visuais também foram melhorados e a trilha sonora é um dos pontos altos da série, sendo até disponibilizada uma playlist no Spotify

Foi uma surpresa gratificante essa temporada, novas alianças, novos conflitos, novos casais, e desafios para nossos Shadowhunters. Mesmo sem agradar os fãs dos livros, a série tem um fandom grande e já garantiu seu retorno em 2018, para sua 3ª temporada.

Shadowhunters - 2ª Temporada | Crítica Shadowhunters - 2ª Temporada | Crítica Reviewed by Cintia Milanez on 21:58:00 Rating: 5