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XOXO, Gossip Girl | 10 anos de Fofocas, Escândalos e Segredos


Hello, Upper East Siders! Gossip Girl here.
Your one and only source into the scandalous lives of Manhattan's Elite.
Difícil acreditar que já se passaram dez anos desde que ouvimos essas palavras pela primeira vez. Uma época onde smartphones ainda não eram tão presentes, mas o celular de flip era tão cobiçado quanto os Iphones de hoje em dia.

A Netflix também dava seus primeiros passos, as séries mais faladas do momento ainda eram 'Desperate Housewives', 'Lost' e 'C.S.I', redes sociais começavam a tomar conta da internet e da cultura POP, enquanto Donald Trump era conhecido apenas pelo reality 'The Apprentice' e Barack Obama dominava as pesquisas para ser o próximo presidente dos Estados Unidos.

Foi nesse cenário que alguns produtores, uma emissora que ainda estava renascendo e jovens atores deram início a uma série de televisão que surpreenderia a todos e conquistaria fãs pelo mundo inteiro. Esse era apenas o começo do fenômeno 'Gossip Girl'.

No entanto, antes de chegar à televisão, 'Gossip Girl' teve início nas páginas dos livros, escritos por Cecily von Ziegesar. O primeiro livro foi lançado em Abril de 2002 pela editora Little, Brown and Company. O sucesso foi tanto que dez sequências foram escritas pela autora, além de um prequel e dois spin offs, sendo eles 'The IT Girl' e 'Gossip Girl: The Carlyles'. No Brasil, a série foi publicada pelo Grupo Editorial Record. Os livros fizeram um enorme sucesso e sempre figuraram na lista dos mais vendidos no New York Times. Tanto sucesso logo chamou a atenção dos grandes estúdios de Hollywood.

A Warner Bros adquiriu os direitos para adaptar os livros para o cinema. Na época, rumores apontavam Amy Sherman-Palladino (Gilmore Girls) como roteirista e produtora do projeto, enquanto Lindsay Lohan (Meninas Malvadas) era a favorita do estúdio para interpretar uma das protagonistas. Quando a produção do filme não vingou, a Warner rapidamente pensou na possibilidade de uma série de TV e procurou os produtores Josh Schwartz e Stephanie Savage (ambos de 'The O.C.') para produzirem a série e trabalharem no roteiro.

Na época, 'The O.C.' já não entregava os índices de audiência vistos na primeira temporada e a FOX finalizou a série, após quatro bem-sucedidas temporadas. Embora Schwartz já estivesse trabalhando no piloto de 'Chuck' para a NBC e estava um pouco cético em trabalhar em outro drama adolescente, os livros logo o conquistaram.
Nós aprendemos muito [em The O.C.] e foi uma jornada de quatro anos bem louca que nós queríamos pegar e aplicar em algo novo, e nós estávamos realmente entusiasmados por fazer algo em Nova Iorque,  afirmou Schwartz.
A Warner Bros. Television achou que a jovem emissora The CW seria a casa perfeita para exibir a série. Até então, a emissora estava em seu primeiro ano, após a junção da The WB e da UPN, e apesar de já possuir alguns hits vindos das outras emissoras como 'Supernatural', 'Smallville' e 'Todo Mundo Odeia o Chris', outros rumores já apontavam que a atual temporada de 'Gilmore Girls' seria a última e logo depois 'Veronica Mars' foi brutalmente cancelada. Dawn Ostroff, presidente do canal na época, ainda procurava uma identidade para o canal.
Nós sabíamos que precisávamos do show definitivo. Você meio que precisa pegar o vento às suas costas. Você deve realmente pegar algo que está no estilo de vida das pessoas, e que irá fazer elas se importarem com isso de um modo que se torne uma conexão emocional. E era ainda mais difícil para nós, porque estávamos indo atrás de um público mais jovem.
Foi a tempestade perfeita: uma franquia popular, uma equipe criativa de sucesso e uma nova emissora. O sinal verde foi apenas uma formalidade, mas em janeiro de 2007, Schwartz e Savage já estavam a todo vapor na produção da série.


O próximo passo era escalar o elenco perfeito, uma tarefa nada fácil, considerando que os livros já possuíam inúmeros fãs que não deixariam de expressar suas opiniões online. Em fevereiro de 2007, Blake Lively (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Leighton Meester (Veronica Mars/House) foram as primeiras a serem escaladas como as protagonistas Serena Van der Woodsen e Blair Waldorf, respectivamente. Logo depois, Penn Badgley (Todas Contra John) foi escalado como Dan Humphrey.

Em março, Taylor Momsen (O Grinch), Chace Crawford (O Pacto), Kelly Rutherford (Melrose Place), e Connor Paolo (Alexandre) foram escalados como Jenny Humphrey, Nate Archibald, Lilly Van der Woodsen e Eric Van Der Woodsen, respectivamente. Florencia Lozano (One Life to Live) foi escalada como Eleanor Waldorf, mas participou apenas do episódio Piloto e foi substituída por Margaret Colin (Independence Day) nos episódios seguintes. Em abril, Ed Westick (Invasão de Domicílio) e Matthew Settle (Band of Brothers) foram escalados como Chuck Bass e Rufus Humphrey, respectivamente.

Após as filmagens do Piloto, a série recebeu sinal verde para sua 1ª temporada durante o up-front da The CW para a programação 2007/2008. No evento foi confirmado que Kristen Bell (Veronica Mars) foi escalada como a personagem título e iria narrar os episódios da série. Ainda no início da temporada, Jessica Szohr foi escalada como Vanessa Abrams e logo foi promovida ao elenco regular.


Entre o processo em achar os atores perfeitos, Schwartz e Savage chegaram a verificar comentários onde vários fãs já apontavam que Lively seria perfeita para interpretar Serena. A mesma chegou a recusar o papel, pois pretendia começar uma faculdade, mas foi convencida a fazer os testes, e o resto é história. Meester também encantou os produtores logo no começo. Schwartz lembrou da audição de Meester, e sua determinação em conseguir o papel, vividamente:
Ela era engraçada, e muito esperta e um pouco vulnerável. Só havia um problema: ela era loira. E Blake era loira, obviamente; Serena precisava ser loira. Então, [Leighton] foi até a pia e pintou o cabelo. Ela conseguiu o papel ali.
Lively disse, francamente, que estava com medo da atenção que estava por vir.
Eu realmente sou uma pessoa muito tímida e a ideia de perder meu anonimato foi algo que me assustou [...] Me lembro de dizer quando li esse roteiro: 'Quem fizer isso não irá poder sair de casa novamente e ser o mesmo de antes. Você poderia dizer que era um fenômeno cultural. Isso foi excitante e muito assustador'. 
Meester, que fez o teste para interpretar Serena inicialmente e disse aos produtores que se encaixava melhor como Blair, foi um pouco mais crua ao refletir sobre o começo do projeto.
Eu acho que foi apenas mais uma audição normal e típica da temporada de pilotos. Eu fiz uma audição, e depois outra e depois fizemos um teste de tela com todos. E então, foi isso. Eu não sei. Eu consegui.
No "precipício" que prometeu ser uma grande fama, o texano Crawford e o jovem britânico Westwick que estava nos Estados Unidos com um visto de trabalho, decidiram morar juntos em um apartamento de dois quartos em Chelsea. Savage e Schwartz disseram que eram inflexíveis sobre a escalação de Westick, pois a emissora insistia que eles escolhessem um “reserva” caso sua situação com o visto não fosse solucionada, mas a dupla recusou.

Antes da estreia da série, mas depois que o elenco tinha sido anunciado, Westwick e Crawford já estavam se arriscando na natureza. Ambos foram a um show da banda Arctic Monkeys onde eles viram o que o futuro iria trazer para os dois.
Havia essas garotas chegando até nós, elas estavam animadas sobre a série: ‘Ah, nós amamos os livros’; [Ed e eu] continuamos olhando um para o outro como uma expressão como "Que merda, cara", afirmou Crawford.

Em 19 de setembro de 2007, a série finalmente estreou e conseguiu boas críticas de veículos especializados como Variety, The Washington Post, San Francisco Chronicle e The Boston Globe, e devido ao sucesso dos livros, foi considerada umas das novas séries mais esperadas da temporada, apesar de algumas liberdades criativas em comparação ao material original. Outros críticos não hesitaram em descrever a série como o mais novo guilty pleasure do momento.

Apesar disso, outros críticos já apontavam como a série poderia ser um mal exemplo para adolescentes, devido ao abuso de drogas e álcool, e as frequentes cenas de sexo. 'Gossip Girl' teve grandes problemas com o 'Parents Television Council', um grupo que proclama quais programas de televisão são apropriados ou não para crianças e adolescentes. O grupo não possui o poder de tirar um programa do ar, mas suas críticas podem influenciar alguns pais.

O grupo certamente não gostou nada do episódio onde três personagens participam de um ménage à trois, mas isso só incentivou a emissora a estender tais cenas por dois episódios. Em uma estratégia ousada, os pôsteres e trailers de divulgação da segunda temporada destacavam todas as críticas negativas de veículos como San Diego Union-Tribune, Boston Herald e até mesmo do Parents Television Council. Frases como "Every Parent's Nightmare" (O Pesadelo de todos os Pais), "Mind-Blowingly Inappropriate" (Chocante de tão Inapropriado) e "A Nasty Piece of Work" (Uma peça de trabalho desagradável) foram algumas dessas frases. Apesar de polêmica, a campanha se mostrou bem sucedida, afinal chamou a atenção do público alvo da série.


Hoje, Dawn Ostroff diz que a série foi essencialmente para a The CW o que 'House of Cards' foi para a Netflix - a série que chegou para representar uma emissora inteira. Enquanto Schwartz e Savage conseguiram uma forte audiência durante o outono, foi na primavera de 2008 que a série realmente superou as mais otimistas expectativas, em parte graças a greve dos roteiristas.
A The CW não tinha como exibir game shows ou muitos reality shows, 'Gossip Girl' era tudo que eles tinham. Eles continuaram exibindo reprises da série durante a greve e cada vez mais pessoas estavam assistindo", disse Schwartz
Quando os roteiristas voltaram ao trabalho para escrever uma nova leva de episódios pós-greve, "as pessoas já conheciam a série", afirmou Joshua Safran, produtor-executivo da série. Com a greve, a temporada de estreia, que inicialmente teria 22 episódios, teve apenas 18. Foi a partir desse momento que os sets de gravação da série se encheram de paparazzi, mas ninguém imaginava que os fãs acabariam dando mais trabalho, e então tiveram que aumentar a segurança do elenco e da equipe.

A série foi exibida em 197 países e estreou em uma época onde as pessoas começavam a deixar de conferir programas ao vivo na TV, e dispositivos como DVRs só cresciam, assim como os downloads ilegais. 'Gossip Girl' sempre figurou na lista das séries mais pirateadas, principalmente em países como a França, China e Brasil. Mas a venda dos episódios no iTunes e na Amazon também sempre foram extremamente altas. Ostroff declarou:
A série possui um lugar especial na cultura POP e na sociedade onde as pessoas realmente se lembram de tudo em torno desses personagens, ou onde estavam ou o que estavam fazendo, enquanto assistiam os episódios.

Após a primeira temporada, o segundo ano da série atraiu uma audiência mais alta e melhores críticas. A terceira temporada viu a audiência ao vivo cair um pouco, algo que só piorou nos anos seguintes, mas a série sempre figurou em primeiro lugar nas vendas online, superando séries como The Big Bang Theory, Fringe e The Vampire Diaries.

No Brasil, a série começou a ser exibida pelo Warner Channel, mas depois foi transferida para o canal Glitz, ambos do grupo Turner. Na TV aberta, a primeira temporada chegou a ser exibida pelo SBT em horário nobre, mas quando a audiência não agradou, a emissora de Silvio Santos colocou a série nas madrugadas.


Em 2009, a The CW cogitou produzir um spin-off que se passaria na Los Angeles dos anos oitenta e focaria na adolescência de Lilly Rhodes, e sua relação com a irmã Carol Rhodes. Um "backdoor pilot" foi produzido e exibido durante a segunda temporada da série original. O título provisório era "Valley Girls".

Brittany Snow e Krysten Ritter seriam as protagonistas, enquanto Andrew McCarthy (Lipstick Jungle), Matt Barr (One Tree Hill), Shiloh Fernandez (A Garota da Capa Vermelha), Ryan Hansen (Veronica Mars) e Cynthia Watros (Lost) completavam o elenco. Apesar de uma boa recepção por parte dos fãs, o projeto foi engavetado pela The CW.

Assim como The O.C., a trilha sonora de 'Gossip Girl' sempre se destacou, apostando em hits do momento como Rihanna, Sia, Lady Gaga, Adele, entre outros, mas também em bandas e artistas indie como Florence and the Machine, Phantom Planet, The Ting Tings, The Pierces e muitos outros.

Muitas músicas ganharam notoriedade ao serem exibidas em cenas marcantes entre as temporadas, e muitos chegaram a participar da série. Em 2008, com a estreia da Segunda Temporada, a Atlantic Recods lançou OMFGG (Original Music Featured on Gossip Girl) - Volume 1, incluindo bandas como The Kills, The Virgins, Junkie XL, entre outros. Leighton Meester também chegou a ter alguns singles como parte da trilha, assim como a banda The Pretty Reckless, de Taylor Momsen.


A moda também sempre foi algo muito presente, os personagens sempre vestiam as melhores grifes, e criaram muitas tendências. Os arquinhos de Blair, a echarpe de Chuck, até mesmo as camisas xadrez de Dan, ou a peça de roupa mais simples que Serena usasse em cena. Eric Daman, antigo assistente de Patricia Field em Sex and the City, foi o principal figurinista durante toda a série.
Desde do início ficou muito claro que queríamos um estilo internacional na série", afirmou Daman.
Em meados da Segunda Temporada, vários designers estavam querendo fazer parte da série, afinal, eles queriam suas peças em Blake ou Leighton. O modo como Serena penteava o cabelo também chamou atenção, se comparando diretamente com o icônico corte de cabelo de Jennifer Aniston em Friends.

Um artigo do New York Times afirmou que varejistas, estilistas e consultores de tendências diziam que 'Gossip Girl' é a maior influência sobre como jovens mulheres gastam seu dinheiro. Um diretor da loja de departamentos Bloomingdale's explicou que a série teve uma profunda influência no varejo.

O elenco figurou na capa de grandes revistas como New York Magazine, Rolling Stone, People, Nylon, TV Guide, New York Post, VOGUE, Out Magazine, Details e Entertainment Weekly, durante os seis anos que a série permaneceu no ar.


Assim como qualquer drama adolescente, os casais tinham um grande impacto nos fãs e até hoje é possível encontrar discussões online sobre Derena (Serena e Dan), Narena (Serena e Nate), Natessa (Nate e Vanessa), Danessa (Dan e Vanessa), Nair (Blair e Nate), Dair (Blair e Dan), e claro, um dos casais mais amados e importantes da série, Chair (Blair e Chuck), que muitas vezes recebia mais atenção que todos os outros casais, personagens e storylines. E antes de jovens brigando por #TeamEdward ou #TeamJacob, muitos se dividiam apenas por #TeamBlair ou #TeamSerena. Lembrando que hashtags não eram assim tão populares nessa época, mas já começavam a dar seus passos no Twitter.


Durante sua trajetória, 'Gossip Girl' também teve uma lista invejável de participações especiais, incluindo Hilary Duff (Younger) como Olivia Burke, Willa Holland (The O.C.) como Agnes Andrews, Katie Cassidy (Arrow) como Juliet Sharp, Ella Rae Peck (Deception) como Lola Rhodes, Elizabeth Hurley (The Royals) como Diana Payne, Sebastian Stan (Capitão América: Guerra Civil) como Carter Baizen, Kevin Zegers (Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos) como Damien Dalgaard, JoAnna Garcia Swisher (Once Upon a Time) como Bree Buckley, Clémence Poésy (Harry Potter e o Cálice de Fogo) como Eva Coupeau, Robert John Burke (Oz) como Bart Bass, Desmond Harrington (Dexter) como Jack Bass, William Baldwin (Parenthood) como William Van der Woodsen, Dreama Walker (Apartment 23) como Hazel Williams, Wallace Shawn (The L Word) como Cyrus Rose, Caroline Lagerfelt (Gotham) como Cece Rhodes, e as já citadas Krysten Ritter (Jessica Jones) como Carol Rhodes e Brittany Snow (A Escolha Perfeita) como a jovem Lilly Rhodes.

Menções honrosas para Tyra Banks (Halloween - Ressurreição), Tika Sumpter (Sparkle: O Brilho de uma Estrela), Aaron Tveit (Graceland) , John Patrick Amedori (Efeito Borboleta), Brian J. Smith (Sense8), Mädchen Amick (Riverdale), John Shea (Lois & Clark: The New Adventures of Superman), Armie Hammer (O Agente da UNCLE), Barry Watson (Tentação Fatal), Rachel Bilson (Hart of Dixie), além de personalidades como Rachel Zoe, Tim Gunn, Tinsley Mortimer, Lady Gaga, David O. Russell, Ivanka Trump, Jared Kushner, entre outros.


Mas entre todas as participações especiais, Michelle Trachtenberg (Sonhos no Gelo), certamente foi a que mais se destacou como a vilã Georgina Sparks. O papel havia sido oferecido para Mischa Barton (The O.C.), mas após sua recusa, Trachtenberg agarrou o papel com unhas e dentes e entregou uma das melhores atuações de sua carreira. Apesar de sua vilania, a personagem logo se tornou favorita dos fãs e os roteiristas faziam questão de trazê-la de volta em todas as temporadas.

Além dela, Zuzanna Szadkowski (Girls) interpretou Dorota Kishlovsky, a empregada dos Waldorf. A personagem também caiu nas graças dos fãs e teve presença garantida em todas as temporadas. A personagem inclusive ganhou uma websérie para chamar de sua. "Chasing Dorota" teve seis websódios disponibilizados no site da The CW e também figura entre os extras dos DVDs da série.

'Gossip Girl' teve seis temporadas e exibiu 121 episódios ao total, apesar de algumas storylines duvidosas, a série sempre manteve seus fãs fiéis e interesse internacional, algo sempre positivo para a The CW. Ao longo de sua exibição, a série ganhou 18 prêmios no Teen Choice Awards, em várias categorias, Ed Westick ganhou um Young Hollywood Awards, e a série também recebeu quatro indicações ao People’s Choice Awards.

Como a maioria das séries, 'Gossip Girl' também enfrentou baixas no elenco. Ao fim de sua 3ª temporada, Taylor Momsen deixou o elenco fixo e participou de apenas quatro episódios do ano seguinte, para se concentrar em sua carreira musical com a banda The Pretty Reckless. Jessica Szohr e Connor Paolo deixaram a série ao fim da 4ª temporada. Os três retornaram para o último episódio da série. Com a saída dos três, Kaylee DeFer (The Mountain) foi promovida ao elenco fixo da série com a personagem Ivy Dickens, após uma participação de cinco episódios na 4ª temporada.


A série teve um grande impacto na cultura POP em geral. Se não fosse o sucesso de 'Gossip Girl', talvez a The CW nunca tivesse dado sinal verde para a produção de '90210' ou 'The Carrie Diaries' e ABC Family (Atual FreeForm) nunca teria acreditado no potencial de 'Pretty Little Liars'.

'Gossip Girl' também incentivou outras grandes produções a filmar em Nova York, gerando empregos e aumentando turistas. Assim, quando a série atingiu seu 100º episódio, o prefeito da cidade, Michael Bloomberg visitou as gravações e proclamou o dia 26 de janeiro de 2012 como o "Gossip Girl Day", citando como a série influenciou a cultura e a economia da cidade. Nenhuma outra série havia causando tanto impacto em Nova York desde 'Sex And The City', ao mostrar um lado mais romântico da cidade que nunca dorme, e não crimes e faixas amarelas de polícia.

Mas a série não limitou suas locações apenas em Manhattan ou Brooklyn. Na segunda temporada, os dois primeiros episódios foram filmados em East Hampton. Em uma das ideias mais ousadas e corajosas dos produtores, a 4ª temporada teve cenas rodadas em Paris, enquanto a 5ª temporada escolheu Los Angeles para o inicio da temporada. Até Poughkeepsie serviu de locação para um casamento no episódio de estreia da 6ª e última temporada.


'Gossip Girl' também chegou a ser adaptada em outros países. A versão da Turquia recebeu o título de 'Küçük Sırlar' (Little Secrets), foi exibida em em 2010, teve duas temporadas e 55 episódios. Uma versão mexicana foi produzida por Pedro Torres e recebeu o título de 'Gossip Girl: Acapulco', foi exibida pela Televisa em 2013 e durou apenas uma temporada com 25 episódios. Em 2015, 'Gossip Girl: Thailand' estreou na Tailândia e também durou apenas uma temporada com 18 episódios. Uma versão chinesa também estava nos planos da Warner, mas não se sabe se realmente irá sair do papel.

Hoje, mesmo tendo seu último episódio exibido em dezembro de 2012, a série se mantém viva no coração de vários fãs e conquista novos fãs todos os dias já que todas as temporadas estão disponíveis no catálogo da Netflix e também foram disponibilizadas em DVD e são facilmente encontradas em lojas especializadas como Saraiva, Livraria Cultura e Submarino.


Em uma época onde cada vez mais séries estão retornando, como 'Arquivo X', 'Full House', 'Gilmore Girls', 'Will & Grace', 'Prison Break' e outras, todos os anos a internet é inundada de rumores sobre um possível retorno de 'Gossip Girl'. Em entrevista para a Vanity Fair, elenco e produtores comentaram sobre continuar a franquia. Lively declarou
É claro, estou aberta a tudo que é bom, isso é interessante, e meio que é necessário… Eu imagino que todos nós [consideramos isso]. Eu não posso falar por todos os outros, mas todos devemos muito a essa série, e seria bobo não reconhecer isso.
Por exceção de Lively, os outros membros do elenco tiveram problemas para encontrar papéis em filmes desde que a série foi encerrada. Já Meester declarou
Sim, eu realmente não ouvi nada sobre isso… Eu acho que apenas uns ajustes e arranjos aqui e ali, mas é difícil. Se todos topassem retornar e fosse o momento certo, você sabe? Eu não quero dizer 'Não, nunca'.
Schwartz e Savage disseram que poderiam ser persuadidos [para rever o mundo de 'Gossip Girl'] se houvesse novas histórias para contar. A New Line brevemente flertou com a produção de uma “nova versão” da franquia como um filme, embora não tenha seguindo em frente.

É incerto se teremos ou não algo inédito em relação a 'Gossip Girl' no futuro, mas é inegável que a série se tornou um dos dramas adolescentes mais influentes da década, conquistando crítica e uma legião de fãs que foi definida por esses personagens, por essas histórias, por esse tão sonhado estilo de vida.
Until There, You Know You Love Me… XOXO
Gossip Girl

XOXO, Gossip Girl | 10 anos de Fofocas, Escândalos e Segredos XOXO, Gossip Girl | 10 anos de Fofocas, Escândalos e Segredos Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on 09:38:00 Rating: 5