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Assassin's Creed Origins | Crítica


Que 'Assassin’s Creed' é a galinha dos ovos de ouro da Ubisoft, ninguém pode negar. Entretanto, depois de "espremer tanto essa galinha", ela começou a mostrar sinais de exaustão e os jogadores perceberam isso e não deixaram barato. Eis que assim uma das melhores franquias já lançadas na história recebe uma merecida pausa, e agora com 'Assassin’s Creed Origins', retorna com pompa de um verdadeiro Faraó. E isso é ótimo.

'Assassin’s Creed Origins' é um jogo de mundo aberto em terceira pessoa. Esse novo título continua com as bases estabelecidas pela saga até aqui, mas inova trazendo mecânicas que vemos hoje em praticamente todos os grandes lançamentos.

As missões nos levam de um lugar ao outro, e se entrelaçam de modo que o que acabamos fazendo no final tem a ver com o que estávamos fazendo no inicio. E isso é uma boa maneira de manter o interesse nas missões.


A Ubisoft fez um grande esforço para que você explore, explore, e quando achar que não pode mais, descubra que sim, você pode continuar explorando. O jogo nos recompensa com absolutamente tudo, e em um universo rico como esse que eles criaram, é impossível não mergulhar de cabeça nessas explorações e acabar deixando um pouco a história principal de lado.

Um exemplo: quando vai explorar áreas para encontrar papiros, por consequência irá encontrar um enigma sobre um mapa onde um tesouro nos aguarda. Muito mais dinâmico e interessante que ficar apenas caçando itens ao relento. É possível selecionar pontos no mapa e deixar nossa montaria nos levar até lá automaticamente, nesse meio tempo, você aproveita para observar e absorver a quantidade de detalhes e a beleza do mundo que foi criado.


As missões secundárias, aliás, não são tão dispensáveis assim, porque chegará um momento no jogo onde teremos que fazer algumas para subir de nível. Ou seja, se você assim como eu, é aquele desesperado que prefere concluir a história para depois fazer os 100% das missões, é melhor dar uma repensada na sua estratégia, uma vez que existem desafios que são quase impossíveis de superar se não estiver no nível citado para à missão.

Agora sobre o combate, me deixou um misto de sentimentos. Por um lado, gostei de terem tentado oferecer um sistema menos duro, travado, com armas muito bem diferenciadas, com um botão de esquiva e um escudo para bloquear. Já por outro, a implementação desse sistema de combate é desajeitada, e acaba demorando um pouco mais para acostumar. E por favor, parem com essa palhaçada de colocar ataques em gatilhos. Não é legal, não é ergonômico. Só é chato.


Situações de infiltração estão presentes, como é usual na saga. Opções e rotas para lidar com cada situação são oferecidas aos montes, e apenas a inteligência artificial dos inimigos impede que seja ainda mais interessante. Podemos assobiar para trazê-los em nossa direção e sorrateiramente executá-los.

Esse jogo chega com a ideia de mudança, muitas pessoas torceram o nariz por se tratar de uma história passada no Egito, mas todos aqueles elementos essenciais que moldam a franquia estão lá. Há parkour, torres de vigia, ordens escondidas e combate. O DNA de 'Assassin’s Creed' está todo ali. E isso é o que realmente importa.

Não posso esquecer de falar da Exploração de túmulos. Esses são parte das missões primárias e secundárias, e embora não seja um desafio particularmente complexo, eles oferecem uma experiência diferente. Acredito que a Ubisoft conseguiu dar esse sentimento de estar em uma era onde os tesouros eram mais ou menos habituais, acrescentando assim, mais conteúdo a sua jogatina principal.


Para exploração, usamos Senu, a águia que nos acompanha em todos os momentos. A "Visão de Águia" já estava presente nos outros jogos da saga, e nesse a entrega se torna literal. Podemos chamar Senu em quase todos os momentos, o que ajuda e muito a localizar inimigos ou pontos de interesse no mapa.

Há muitos elementos da saga que retornam, assim como os selos, temos cavalos e camelos, as carruagens, as sequências no presente, e muitas outras coisas. 'Assassin’s Creed Origins' se destaca pelo mundo em que se desenvolve. O Nível de detalhes com que o Egito foi recriado, o realismo e a vida com que os cenários foram construídos me deixaram constantemente boquiaberto.


É possível reconhecer locais icônicos, como Alexandria. Os pequenos detalhes nos dizem sobre a vida no antigo Egito, ou ver como alguns pontos mais conhecidos hoje na vida real, se pareceram há milhares de anos não tem preço. A tarefa de recriar essa era deve ter sido titânica, e já estou ansioso pelo lançamento do museu virtual que será lançado ano que vem.


No geral, 'Assassin’s Creed Origins', mantém a essência da saga enquanto traz atualizações para resolver alguns dos muitos problemas de seus últimos jogos, oferecendo interessantes missões secundárias e desafios opcionais, e o melhor de tudo isso, em um mundo em que gostamos de nos perder, simplesmente caminhando pelas paisagens e admirando aquele mundo.

Se você perdeu o interesse na saga por causa dos dois últimos jogos, acredito que você deve dar uma chance a esse título. E se você ama o antigo Egito, você vai aproveitar a imersão no mundo que a Ubisoft te convida a conhecer.

Assassin's Creed Origins | Crítica Assassin's Creed Origins | Crítica Reviewed by Marko Miller on 11:33:00 Rating: 5