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Depois de passar pelo Festival do Rio 2017 e ser escolhido como representante da Noruega para concorrer a uma vaga na categoria de 'Melhor Filme Estrangeiro', 'Thelma' chegou aos cinemas brasileiros na última semana. Com uma mistura de suspense, sobrenatural e questionamentos religiosos, o filme traz uma perspectiva de como a influência familiar pode afetar diretamente seu psicológico.

A personagem principal, que dá nome ao filme, é uma garota que pela primeira vez está saindo de casa e ficando longe do convívio dos pais e principalmente de suas regras. Eles, extremamente religiosos, sempre interferiam em suas ações, muitas vezes com ameaças e comentários que "suas ações a levariam para o inferno".


Essa mudança na vida de Thelma (Eili Harboe) acontece pois ela está começando a faculdade. E em um ambiente com tantos jovens, festas e possibilidades, a garota entra no dilema se ela deveria curtir aquelas novidades ou simplesmente seguir os ensinamentos de seus pais e evitar o "inferno".

Porém, tudo começa a mudar quando ela começa a sofrer com a epilepsia, que acaba sendo uma vertente de seus desejos reprimidos, e também percebe que coisas sobrenaturais acontecem, principalmente envolvendo pássaros, cobras e luzes piscantes.


Thelma ainda tenta entender se o que sente por Anja (Kaya Wilkins) é realmente amor. Até porque, em sua família, o amor entre duas mulheres certamente seria reprimido, principalmente por seu pai (Henrik Rafaelsen), que era médico e que constantemente controlava a mente da filha com medicamentos.

'Thelma' é um filme extremamente visual e com falas bem construídas, que se conectam no andamento da história. E, em meio a lembranças, alucinações, sonhos e desaparecimentos, sua narrativa sombria mostra uma busca por amor. No caso, esse amor não é só um romance. É a possibilidade de sentir-se amada por alguém, como nunca aconteceu dentro de sua casa e com sua família.

Thelma | Crítica Thelma | Crítica Reviewed by Lucio Pozzobon on 11:09:00 Rating: 5