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Monster Hunter: World | Crítica

Em 'Monster Hunter: World', os jogadores podem entrar na pele de um personagem totalmente personalizado, explorar uma ilha imensa, e claro, caçar monstros que te deixarão com a sensação de que ficar cara-a-cara com o T-Rex de Jurassic Park seria uma escolha bem melhor que enfrentar as criaturas colossais desse jogo.

A franquia não é nova, mas esta é a primeira vez que aparece no PlayStation 4 e Xbox One, e terá uma versão para PC em algum momento desse ano.


O Básico de 'Monster Hunter: World' é caçar monstros progressivamente maiores e cada vez mais perigosos; colher materiais, criar, customizar e incrementar armas e equipamentos. É um ciclo que pode parecer simples ou repetitivo, mas que ao pegar a “manha”, faz todo sentido e se torna realmente divertido de jogar

O que diferencia esse jogo são os refinadíssimos sistemas de combate e exploração. O Titulo é visualmente deslumbrante e a quantidade de coisas a serem feitas fará com que você dispense horas e mais horas ao jogo, e garanto, valerá à pena.


Depois de personalizar seu personagem e seu companheiro Palico, (em português é chamado de Amigato), você ganha mais detalhes da história. Espere encontrar uma história que varia entre 50-60 horas dependendo do numero de missões que você realizar. Eu já passei mais de 70 horas jogando e acredito estar próximo da metade agora.

A história começa quando uma frota de navios navega para o novo continente. Você acaba indo parar em uma ilha e se dirige para o campo principal. A história vai ganhando contornos, mas o foco é sempre o conflito entre humanos e monstros.


Ao explorar o mundo, você de cara será atraído para exploração dos ambientes. À medida que você atravessa arbustos densos e escale árvores imensas, é impossível não se distrair e deixar a câmera girar pra observar tudo ao seu redor.

Você também vai querer e PRECISA pegar todos os materiais que encontrar pelo caminho, uma vez que é importantíssimo construir um fornecimento de armas, poções, e outros itens para te auxiliar durante a jornada.


Tudo é extremamente detalhado nesse jogo, e sim, se você não tem paciência para minuciosidades, aconselho a achá-la em algum lugar. É preciso parar e analisar cada combinação que você pode fazer com os materiais recolhidos, uma vez que certas coisas exigem determinados tipos de matérias, por vezes raros, então a diferença entre construir uma bomba de fumaça ou uma bomba dragão é a diferença entre vida e morte durante a jogatina.


As partes dos monstros também auxiliam na criação de armas e armaduras, para isso ao derrotá-lo o conselho é sempre correr ao redor do corpo inteiro para que possa pegar itens variados. Um exemplo, se você matar um pássaro e ficar apenas próximo de sua asa, pegará apenas penas, enquanto se você se movimentar ao redor dele, poderá pegar bico, garras e outros pedaços que ajudarão na evolução de seu personagem.


A biodiversidade desse mundo é tão grande e complexa que palavras não descrevem a beleza final. Simples assim. Existem pássaros gigantes, outros parecem morcegos, serpentes que parecem crocodilos e dragões de komodo, e alguns monstros lembram bem nossos amigos dinossauros. Todos são lindos e suas interações com os ambientes são perfeitas.

Eu estava em uma batalha com um dragão gigante, e de repete, aparece outro dragão ainda maior do que o que eu estava batalhando, envolveu seu corpo ao redor do dragão e começou a estrangulá-lo. Isso ocorre de modo aleatório durante a jogatina ou seja, tudo pode acontecer enquanto você está desbravando esse mundo.


Os gráficos são soberbos, lindos e cada monstro tem uma textura única que me faz querer um guia ilustrado com cada um deles, além dos detalhes nos ambientes, florestas, desertos, passando por pântanos e cenários marinhos.

A riqueza de detalhes nunca tem fim, e quando você acha que não pode mais ser surpreendido, chega em um novo ambiente e novamente seu queixo cai, seu olho brilha e a mão treme pra começar a explorar aquele novo território.


Em 'Monster Hunter: World', não existe um estilo de jogo definido para você, o jogo lhe oferece uma extensa gama de armas que funcionam melhor ou pior em cada situação, para cada monstro e cabe a você encontrar o melhor estilo para cada momento, ou seja, o aprendizado é continuo e você não deve depender apenas de uma única arma.


Depois desse mergulho nesse mundo novo, chegamos a um universo onde as possibilidades se tornam quase infinitas: o multiplayer. Jogar no modo single-player é divertido a seu modo, e seu amigato não deixará você se sentir tão sozinho, mas quando jogado com mais pessoas é um jogo completamente diferente.

Joguei ambos os modos e mesmo eu que sou um lobo solitário e prefiro jogatinas solitárias, tenho que admitir, adorei poder jogar com outros players e a experiência de explorar o mundo é completamente nova dessa forma.


Num mundo de remasters para os novos consoles, 'Monster Hunter: World' chega mostrando que é um épico em todos os sentidos. Cada centavo e minuto do seu tempo a esse jogo não é um gasto, é um investimento e dedicação. Você se sentirá recompensado a cada vez que terminar uma tarefa, derrotar um monstro novo e desbravar capítulos da história.

É lindo, é empolgante, é obrigatório para essa nova geração e ajuda a descobrir o caçador que existe em você.


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Monster Hunter: World | Crítica Monster Hunter: World | Crítica Reviewed by Marko Miller on 09:54:00 Rating: 5