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Como você processa um filme como 'Vingadores: Guerra Infinita'?

Como fã de histórias em quadrinhos e filmes, posso afirmar com segurança que essa foi uma das experiências mais excepcionais da minha vida. A Marvel não apenas correspondeu às minhas expectativas para 'Vingadores: Guerra Infinita', mas também a ultrapassou.

Tudo o que eu pensava que os trailers poderiam entregar, acabaram se provando errado. Este é um filme que poderia não funcionar porém, de alguma forma, funcionou.

O que eu quero dizer com isso é: 'Vingadores: Guerra Infinita' aumenta as apostas em de forma crescente e tira o fôlego do público. E mais para o fim, se afasta de tudo ao que estamos acostumados. Eles fazem você parar para processar seus sentimentos, e assim a Marvel entra em um outro patamar quando simplesmente ignora tudo que o cinema e roteiro exigem e simplesmente diz. Mesmo com dez anos de construção de um universo, isso pode parecer um pouco ousado para narrativas de super-heróis.

A combinação de "poderes" dos diretores Joe e Anthony Russo foram capazes de nos entregar o melhor filme de ação desse outono/primavera! James Cameron ('Avatar'), citou que os filmes de super-heróis já deram e deveriam acabar, mas sinto dizer que, se continuarem fazendo filmes de super heróis assim, eu rezo para que eles nunca acabem.


Thanos, o misterioso vilão que nos perseguiu nas cenas pós-crédito (e um filme dos 'Guardiões da Galáxia') por anos, chega ao local com algumas questões próprias. Em sua mente, seus objetivos destrutivos acabarão por salvar o universo de si mesmo, apesar dos custos. Ele defende o indefensável: o genocídio como uma cura para a batalha por recursos. Acredita que isso trará paz ao universo.

Aparentemente, nossos heróis não resistirão a isso, e preparam uma batalha para impedi-lo de conseguir pôr as mãos nas últimas jóias do infinito. E mesmo com muito CGI, o gigante roxo é algo real, ele existe, está ali na sua frente, e graças ao seu retrato calmo e confiante de Josh Brolin, é uma das coisas mais intimidadoras já vista no cinema desde Darth Vader.

Até ousei dizer em meu Twitter que Thanos é o Darth Vader dessa geração. E isso não é para desmerecer nenhum vilão, mas ressaltar suas figuras épicas e que ficarão para sempre na memória.

Este é um filme com alguns desafios sérios, e isso é difícil de conseguir em um filme tão pesado, pois o tempo dedicado ao impacto dramático é limitado. Mas a Marvel empresta o melhor da TV episódica e usa o investimento emocional que já temos com esses personagens para dilacerar nossos corações.


Neste filme, os personagens se encontram em times únicos, missões separadas e funcionam melhor que o esperado. Senhor das Estrelas, Dr. Estranho e Homem de Ferro. Reflita nisso por um minuto. Três dos egos mais proeminentes do universo Marvel, todos juntos. As interações funcionam melhor do que o esperado.

Existem esporadicamente algumas piadas, mas eles sabem quando inserir humor e quando ficar sério. As coisas ficam sérias no meio do caminho graças a algum drama familiar. Eu estava curioso sobre o quão bem os Guardiões iriam se meter com os nossos heróis terrestres, mas eu tenho que dizer que o time entrega o coração e o sentimento de ver toda aquela galera reunida em cena é de parar o coração.


Os personagens deste filme têm momentos para brilhar. Nós revisitamos o fantástico mundo de Wakanda, e é mais glorioso do que nunca, já que vemos os sistemas de defesa da cidade. Capitão América, Viúva Negra, Falcão, Máquina de Combate, Banner e Bucky estão juntos nesse passeio, tentando proteger a pedra que está na cabeça do Visão.


Thor, sem dúvida, oferece uma das entradas mais sensacionais ​​ao público, julgando pelo rugido da multidão que estava comigo na sala, ele deixou de ser um cara, para ser um homem, ou melhor dizendo, um deus.

E embora seja difícil nos referirmos a qualquer um dos nossos super-heróis neste filme como personagens secundários, sabemos que o filme se concentra em três grupos seletos de super-heróis, com cada grupo tendo alguns atores e atrizes que reivindicam mais tempo de tela que outros.


Feiticeira Escarlate ganha o tempo de tela que ela merece como a pessoa relutante aprimorada com o poder de salvar o mundo. Todos e cada um neste filme têm um propósito, e é por isso que você se importa, se entrega emocionalmente e sai abalado com o resultado deste filme.

Isto é o que, supostamente, os filmes blockbuster deveriam ser. É por isso que ir aos cinemas ainda é mais impactante do que assisti-los em casa na televisão ou computador. 'Vingadores: Guerra Infinita' leva você a uma épica jornada emocional que vai te deixar exausto, com o coração partido e clamando para que 2019 chegue logo.

Obrigado Marvel. Eu sofri, chorei e posso dizer que valeu a pena.

Vingadores: Guerra Infinita | Crítica Vingadores: Guerra Infinita | Crítica Reviewed by Marko Miller on 17:38:00 Rating: 5