Livro clássico na vida de muitos adolescentes, “Eu, Christiane F., treze anos, drogada, prostituída...”, foi lançado no ano de 1978 em mais de 30 países e traduzido em 15 línguas. O relato foi escrito pelos jornalistas Kai Herrmann e Horst Rieck sobre os altos e baixos de uma menina de apenas treze anos, no mundo das drogas, da prostituição e da sobrevivência pelas ruas e subúrbios de Berlim.

A obra surgiu a partir de do próprio interesse da jovem, a partir de depoimentos de Christiane e sua mãe que contam a perturbadora e triste história da adolescente: uma garota alemã que encontrou nas drogas uma válvula de escape devido a sua incapacidade de enfrentar seus desamparos, problemas familiares e sociais. 

Ao longo das páginas, acompanhamos a decadente trajetória de Christiane ao fundo do poço, desde as drogas mais leves (haxixe, LSD, comprimidos) ao vício em drogas pesadas e injetáveis- a heroína era considerada a “droga do momento” no país. Ao lado do seu namorado na época, Detlef, a jovem viu muitos de seus amigos morrerem por overdose de heroína.

“Eu, Christiane F., treze anos, drogada, prostituída...” nos faz refletir (e nos deixa perturbados, confesso) sobre a complexidade da situação, sobre o perigo e o sofrimento que um dependente químico se submete. E o quão prejudicial a busca pela exaltação da liberdade pode ser. 

Mesmo com quase 30 anos de sua publicação, o livro ainda se torna atual, devido sua temática polêmica que ainda faz parte da vida de muitos jovens contemporâneos: suas fragilidades e tentações diante aos entorpecentes. 

Uma leitura angustiante. Fiquei torcendo pelo final feliz, mas dei-me conta que se trata de uma história real.