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Maze Runner - Correr ou Morrer | Crítica


Todos os fãs de uma saga de livros sonham com o dia em que esta chegará nas telonas do cinema. Esse ano a adaptação mais esperada foi a da saga Maze Runner escrita pelo autor norte-americano James Dashner. Eu, como grande fã da saga, achei complicado escrever essa resenha pelo simples fato de: como li os livros, foi um pouco difícil não atentar-me as diferenças. Depois de vários “tinha isso”, “porque cortaram aquilo?!?” “isso não tinha no livro” resolvi escrever uma resenha diferente, com a minha visão sobre a adaptação, a visão de um fã. Dito isso, podemos prosseguir.

Recebi o convite da Fox Film do Brasil para a cabine de imprensa do tão aguardado filme "Maze Runner - Correr ou Morrer". Um pequeno, mas importante, aviso: preparem o coração. O filme entra naquele hall de “adaptações literárias que valem a pena serem vistos, revistos, e vistos mais muitas outras milhões de vezes”

Durante os seus 113 minutos, o longa consegue prender, desesperar, incomodar, fazer você questionar tudo aquilo que está vendo e o melhor de tudo: consegue condensar toda a parte essencial do livro, sem alterar o enredo original.

Existem mudanças, claro, mas é por isso que o filme é tido como uma o que? Uma “adaptação”. Posso dizer que não vai colar nem um pouco aquele mimimi de fã chato, porque o nível de adaptação está muito bom porque apesar de tudo os produtores/ diretor/roteiristas mantiveram a genialidade presente na obra original.

O desespero, a dúvida, a descrença, as desavenças, a coragem, a lealdade, a traição; basicamente todo o cerne do livro é desenvolvido em doses dos personagens fazendo o telespectador criar, aos poucos, vínculos com cada um deles.


O ator conhecido por interpretar o personagem Stiles na série adolescente "Teen Wolf", Dylan O'Brian, interpreta o protagonista Thomas e embarca em seu primeiro grande papel no cinema e o faz com muitos méritos, devo acrescentar. O’Brian captou a essência de Thomas com perfeição e em cada cena consegue passar, de uma maneira magistral, para o público o Thomas descrito por Dashner nos livros, como um menino dotado de uma mente brilhante, amigável, corajoso e determinado.

Kaya Scodelario, mais conhecida por interpretar Effy Stonem na série britânica "Skins", dá vida a personagem Teresa e faz o que tinha que ser feito. Realmente esperava algo mais do papel dela, mas é bem simples. Não quer dizer que seja ruim, ela cumpre o que precisava, apenas. Mas para avaliar melhor essa arriscada escolha de elenco temos mesmo que esperar a continuação, Prova de Fogo, porque ai sim veremos do que ela é capaz.

Minho não impressiona, Alby merece respeito, Newt é um fofo e o Chuck, gente, o Chuck. Esse sim merecia um destaque um pouco maior se considerarmos que este é um personagem muito importante, emocionalmente, para o desenrolar da saga, mas ainda assim, o ator Blake Cooper cumpre o papel de seu personagem com destreza e por ser um novato merece destaque. Os blogueiros que assistiram ao filme comigo não entenderam algumas das minhas reações (não ler o livro dá nisso) o que me levou a questionar um pouco a estruturação do roteiro, porque algumas informações importantes ficaram, de fato, no livro.



A parte técnica do filme merece um destaque, principalmente o som. Sem querer arrancar o dinheiro de vocês, sério, mas façam o possível para assistir na melhor sala de cinema possível, com a melhor cadeira possível e a maior tela possível. Se puderem ver em IMAX, melhor, é o que eu recomendo. O poder de imersão que o som do filme proporciona é algo que pode apenas ser comparado a série "LOST" e o filme "A Origem".

Com a cena do Thomas chegando à Clareira, foi apresentada no trailer como uma amostra do poder sonoro desse filme. Os estalos e barulhos dos muros do labirinto mudando durante à noite, o som dos verdugos é algo que chega a ser tão assustador que é capaz de arrepiar até os mais resistentes a esses recursos. O som acaba deixando o espectador apreensivo, fazendo-nos ficar à espera de qualquer ataque ou desgraça que inevitavelmente acontece, mas ainda assim nos pega de surpresa.

Efeitos especiais é algo que não falarei muito, pois todo mundo sabe que com o passar dos anos os avanços na tecnologia são visivelmente refletidos nas telas de cinema. Mas devo chamar a atenção para as criaturas, chamadas Verdugos. Por ter lido os livros eu estava ansioso pra ver como eles seriam retratados em tela. Quando você lê o livro eles são retratados como bolhas de carne com pedaços de ferros e outras coisas, e eu realmente queria saber como eles fariam algo pra assustar. Mais do que assustar, o resultado consegue apavorar, é uma máquina enorme, mutante, assustadora que a cada berro e batida de suas patas de aço, fazem o mais corajoso clareano, e até espectador, tremer de medo. O resultado foi realmente espetacular.

O filme caminha como uma montanha russa de emoções. As horas voam, você já fica quase tendo uma crise de ansiedade na poltrona e nos minutos finais, aquele Mindblow espetacular que o livro oferece está ali. Não da forma que você espera, mais ainda assim, chocante e definitivamente perfeito como uma perfeita deixa para um próximo filme.

Para aqueles que não leram o livro, a reação então é insuperável. Durante a exibição, notava muitas pessoas desesperadas perguntando para as pessoas ao seu lado o que era aquele lugar, o porquê e outras coisas mais. Era notável que estavam perdidos, mas ainda assim, presos na narrativa. E isso é um baita elogio ao filme, pois se prende o espectador comum, ao ponto dele não entender o que acontece, e ele ainda está ali interessado, é algo que poucos fazem. 

O Estreante diretor Wes Ball, ainda pouco conhecido no mundo Blockbuster se mostra um cineasta competente em seu primeiro trabalho com esse porte, vamos torcer para que os próximos filmes continuem em suas mãos, pois o trabalho que ele realizou com um orçamente ínfimo comparado as produções dos dias atuais, algo em torno de US$ 30 milhões (Menos da metade do primeiro ‘Jogos Vorazes’) é realmente de se admirar. Para aqueles que apreciam curtas, conhecem Ball pelo curta de animação "RUIN", sucesso no youtube. 

O Filme chega essa semana nos cinemas nacionais. Então se preparem e não esqueçam: WCKD IS GOOD.

Maze Runner - Correr ou Morrer | Crítica Maze Runner - Correr ou Morrer | Crítica Reviewed by Marko Miller on quarta-feira, setembro 17, 2014 Rating: 5
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