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Vingadores: Era de Ultron | Crítica


"Vingadores: Era de Ultron" chega aos cinemas com uma grande missão. Ser superior ao primeiro filme da equipe e também à Capitão América - O Soldado Invernal que é considerado por muitos o melhor filme do  Universo Cinematográfico Marvel até agora.

Ao término da sessão só pude fechar os olhos, enxugar as lagrimas e pensar: "Obrigado Marvel, você não me decepciona, mesmo!"

Nesses 8 anos desde que vimos Homem de Ferro 1 pela primeira vez a Marvel veio construindo isso que ouso dizer ser o maior projeto do cinema JAMAIS FEITO.

É um planejamento tão, mas tão épico que você precisa parar e analisar o caminho até aqui, filme por filme, e o que nos aguarda no futuro, com toda a leva de filmes já confirmados que virão. Ambicioso não chega perto de definir o que é esse projeto no mundo do cinema, e na vida dos Nerds que vão a loucura com cada nova produção.

Pra concluir esse ponto podemos dizer:

"In Marvel We Trust."

Os Caras sabem bem o que estão fazendo.
Eles têm dinheiro de sobra e material infinito pra isso.
Eles não decepcionam.

Chegamos ao fim desta, que chamamos, de Fase 2 do Universo Marvel com mais um encontro dos Heróis mais poderosos da terra. Em Vingadores 2 tudo, absolutamente tudo que você já viu em filmes anteriores, é elevado a outro nível.

Para condensar o enredo do filme, sabemos que Tony Stark tenta criar um programa mantenedor da paz mundial, sabemos que isso dá errado e que de presente ganhamos o Ultron com uma única missão em mente, destruir a humanidade.

Pronto, a partir dai é necessário a junção dos nossos super-heróis coloridos e muita, mas muita labuta por parte deles para enfrentarem o que, sem dúvidas, é o maior e o pior desafio de suas vidas.

Joss Whedon, diretor e roteirista merece um abraço, daqueles de urso sabe, por fazer algo tão bem dosado e ao mesmo tempo único em todos os sentidos. São tantos personagens na tela, e isso exige uma destreza colossal para que o filme não foque demais em um, ou em outro, e não vire o que todos temiam em Vingadores 1 "Tony Stark e seus amigos". (Mas isso não aconteceu Yeahh).

Nesse filme, os momentos de ação são extremamente bem dosados com os diálogos de drama e reflexão. Por falar em diálogos, eles não existem aos montes explicando detalhes por detalhe, está tudo ali, na sua frente, você sabe o que está acontecendo, você vê na expressão do Hulk ou da Viúva Negra o que eles estão sentindo; você sente junto. Com pequenos detalhes as personalidades de cada um são definidas e você está a par de tudo isso. E isso é sem dúvida o maior mérito do filme. Fazer você sentir com o personagem.

Sobre Ligações e Easter Eggs. Um filme da Marvel não pode ficar sem isso não é. Pois elas estão ali, algumas sutis… outras na sua cara mesmo… Wakanda. Jóias do Infinito. Plano Maior. A cada nova cena com uma revelação e o coração dispara; você surta por lembrar que aquilo tem haver com mais uma parte da história, e que liga com aquela outra parte, sua mente viaja, você pira e todos ficam feliz (nem todos, na verdade, muita gente fica boiando, mas ok).

Irmãos Maximoff. Pietro e Wanda. Super Velocidade e Controle da Mente. Aaron Taylor Johnson e Elizabeth Olsen. Ai esses 2. Eu vi muita gente criticando ou a atuação, ou o tempo deles em cena, mas eu confesso que gostei muito de cada cena em que eles aparecem. Tenho uma queda pela Wanda e pelo seu poder. No filme, mesmo sendo rápido, você nota que ambos ainda não têm controle absoluto de seus poderes. Eu me retorcia na cadeira pedindo: Explode Wanda, Explode. E galera… quando ela faz isso… por Odin, é lindo de ver (quem leu os quadrinhos sabe que ela quase aniquilou a raça mutante inteira com apenas 3 palavras, imaginar ela tendo esse nível de poder nos futuros filmes é pra fazer pirar).

Hulk e Viúva Negra. A química entre os dois é palpável, seus diálogos são breves, mas profundos, ambos tentam encontrar seu lugar nesse mundo cheio de monstros, onde eles mesmos se encaixam como tais. É lindo e nenhum diretor faria isso com tanta sensibilidade se não fosse o Whedon.

Gavião Arqueiro, o menosprezado do primeiro filme, aqui volta com mais tempo em cena, mais importância e sem dúvida se torna um dos elementos de destaque do longa. Uma vez Tony Stark disse que era apenas um cara numa armadura para Pepper Potts; aqui vemos que o gavião não tem nada além de um arco e flechas, como ele mesmo ressalta num diálogo com a Feiticeira Escarlate que sem dúvida, é um dos diálogos mais lindos do filme. Ele é o personagem mais humano de todos, e o foco nisso é tão forte que você se pega torcendo pra que nada aconteça com ele.

Stark, Thor e Capitão América. Stark é sempre Stark, piadinhas, tiradas geniais, armaduras novas e vontade de proteger o mundo, entretanto nem sempre a forma de agir do ferroso resulta em algo bom (Ultron Cof); Thor e Capitão nesse filme são os alívios cômicos; piadas com o linguajar "pesado" que o Rogers não aprova; tiradas GENIAIS com o martelo do Thor e muita, muita pancadaria envolvendo esses personagens.

Ulysses Klaw (Garra Sônica) esta lá; tem alguns minutos. E só, mas agora você sabe que ele existe, e que voltará, quando? Sei lá!

Ultron. Ok. Ta grande o texto, eu sei, mas está chegando ao fim, prometo.

Ultron com voz e captura de movimento do FANTÁSTICO James Spader (quem não o conhece pare tudo o que faz da vida e vá assistir The Blacklist). Sou fã do ator, e galera, ver o Ultron com os trejeitos do cara, coisas que passam despercebidos, mas que você nota, é de arrepiar, jogadas de cabeça, pequenas acentuações na voz que o fazem mais que um típico robô vilão. Seu plano mirabolante para aniquilar a humanidade é algo tão grandioso e espetacular que coloca qualquer vilão do cinema no chão com suas sempre previsíveis bombas atômicas. Ultron ousou, superou e, por alguns segundos, você até torce pra que o plano dele de certo para ver o resultado daquilo. Como eu disse lá em cima, é tudo muito Épico aqui. A personalidade dele é seu ponto forte, você jamais esperaria que uma inteligência artificial fale, reaja ou se comporte da maneira que Ultron faz. É surreal.

Por fim chegamos ao VISÃO. E que visão, com perdão ao trocadilho. Jamais, mesmo após todos esses filmes da Marvel, consegui conceber na minha cabeça como eles iriam retratar na tela esse personagem que é um humanoide construído à partir da mente de Ultron. Ele é tão icônico nos quadrinhos e agora nos filmes da Marvel sem dúvida, será um dos pilares para enfrentar a ameaça maior que virá.

Vingadores: Era de Ultron” é isso. O Encerramento de uma fase, mas, mais do que isso, é o inicio de algo ainda mais grandioso.

Cada cena, cada fala, foi planejada para um cenário maior, discussões entre Tony e Rogers são constantes / Guerra Civil; Thor e devaneios, Ragnarok?; Stark e pilhas de corpos aos seus pés, Guerra Infinita?. Muito é especulação. Mas nós sabemos todos os títulos que estão por vir, o quanto esse universo ainda irá crescer, e o quanto iremos sofrer de ansiedade por cada novo filme.

Ser Fã da Marvel nos dias de hoje é uma benção, e também uma maldição.



PS: Existe uma brevíssima cena pós-créditos. Rápida, mas de arrepiar. Depois disso podem ir embora tranquilo, pois não tem nenhuma outra cena.

Vingadores: Era de Ultron | Crítica Vingadores: Era de Ultron | Crítica Reviewed by Marko Miller on quinta-feira, abril 23, 2015 Rating: 5
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