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Vidas à Deriva | Crítica


'Vidas á Deriva' ('Adrift') é uma adaptação do livro inspirado na historia real de Tami Oldham Ashcraft que chega as livrarias em 17 de julho pela Editora Astral Cultural. O filme é dirigido por Baltasar Kormákur ('Evereste') e quem assina o roteiro é Aaron e Jordan Kandell, ('Moana: Um Mar de Aventuras')

Tami Oldham (Shailene Woodley, 'Big Little Lies') saiu de casa em San Siego, com uma mochila nas costas e com o coração cheio de sonhos. Decidiu se aventurar pelo mundo. Trocando trabalho por qualquer coisa que a mantivesse viajando, quando chegou ao Taiti ela encontrou o velejador Richard Sharp (Sam Claflin, 'Como Eu Era Antes de Você'), bonito e simpático eles tinham muita coisa em comum, se apaixonaram a primeira vista e não se desgrudaram mais.


Pouco tempo depois, eles viveram uma especie de lua de mel antecipada, após alguns meses de relacionamento ele a convidou para velejar o mundo no seu barco. Richard recebe uma proposta de um casal de amigos para levar um barco para Califórnia em troca de uma boa quantia em dinheiro, Tami não queria voltar para casa e enfrentar os problemas do passado, mas o espírito de aventura acaba vencendo e juntos, decidem cruzar oceanos rumo a San Diego a bordo do Hazaña.

O que eles não contavam era que seu trajeto fosse cruzar com o Furacão Raymond. Com ondas imensas o barco acabou virando derrubando Richard e Tami acaba batendo a cabeça e ficando presa na parte interior do barco, ela acorda horas depois, com  boa parte do barco destruído e nem sinal de Richard.


Sem querer deixar que o desespero a domine, Tami tenta ser forte e mesmo com pouca experiência tenta fazer com que o barco volte a funcionar. O motor e o rádio não funcionam, há bastante água na parte interior do barco, mas pelo menos a tempestade havia passado.

Após algumas horas e improviso com a vela reserva do barco ela consegue faze-lo funcionar. Alguns metros a frente ela encontra Richard desacordado perto de alguns destroços do barco. Usando uma corda para unir seu corpo ao barco ela se joga no mar para salvar o noivo.

Richard está com ferimentos, mas Tami  fica aliviada por encontra-lo mesmo em uma situação crítica. Os dois passam semanas tentando sobreviver em alto mar, racionando água e comida, aguardando resgate e sem saber ao certo o que o destino lhes reserva. 


Durante 41 dias, com um barco quebrado, eles sobrevivem basicamente com um pote de creme de amendoim e algumas latas de sardinha, enquanto tentavam navegar em segurança até a costa do Havaí.

A química entre os atores é incrível, mas do começo ao fim Shailene brilha em cena e entrega cenas emocionantes, a personagem lida sozinha com o barco, mostrando uma força, garra e superação, mesmo com o emocional abalado e com a incerteza se o noivo será capaz de sobreviver devido a gravidade dos ferimentos.

A direção do filme e fotografia do filme são boas e entregam cenas do barco perdido na imensidão do oceano, parte dos destroços, momentos dramáticos e com carga emocional, variando entre flashbacks de momentos felizes do casal, contando a história de forma diferente. Acompanhamos de perto o desgaste físico dos personagens, partilhamos em vários momentos da sua dor e desespero.

'Vidas à Deriva' é um filme emocionante e real. Ensina a aproveitar e valorizar pequenos momentos da vida. Causa uma montanha-russa de emoções e surpresas. Separe um caixa de lenços, pois o filme chega aos cinemas em 9 de agosto.


Vidas à Deriva | Crítica Vidas à Deriva | Crítica Reviewed by Cintia Milanez on segunda-feira, julho 16, 2018 Rating: 5

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