Eu não lembro quando foi a primeira vez que vi Fernanda Young . Certamente no 'Saia Justa' , ao lado de Rita Lee, Marisa Orth e Mônica Waldvogel. Mas na época eu era uma criança, não entendia exatamente o que ela dizia. Ou melhor, precisava ouvir naquela época para entender mais coisas no futuro.  O documentário 'Fernanda Young - Foge-me ao Controle' , com argumento de Marcella Tovar e Susanna Lira (que também é diretora), roteiro de Beto e Bruno Passeri e distribuição da Synapse, é um retrato de textos, lembranças e recortes em áudios e vídeos. Nele podemos entender como Fernanda conseguia mutar entre as funções de roteirista, escritora, apresentadora, atriz e diretora brasileira. O filme não tenta fazer um cronologia ou cinebiografia de Fernanda. Nele entendemos como funcionava os pensamentos dela a partir do amor, melancolia, tristezas, medos ou perdão.  Além disso, percebemos como a ficção e realidade se misturavam e, mesmo assim, ela conseguia retratar nas persona…