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Após um primeiro filme que surpreendeu muita gente, e um segundo que dividiu muito o público, 'A Série Divergente: Convergente' chega como o terceiro capítulo da franquia e além de corrigir os erros do segundo filme, consegue superar o primeiro em todos os sentidos. Sem dúvidas, o capítulo mais recompensador da série até agora.

O formato popularizado por Harry Potter, que também foi utilizado por Crepúsculo, O Hobbit e Jogos Vorazes, de dividir o último livro em dois filmes foi mantido, mas dessa vez com uma abordagem diferente. Ao contrário das franquias já citadas, Convergente é uma história fechada com começo, meio e fim, e que não deixa a ação de lado para jogar tudo de uma  vez na cara do telespectador na segunda parte da história, mas claro alguns pontos permanecem em aberto para serem abordados no próximo e último filme da franquia. E mesmo que a ação tenha um papel importante na trama, o desenvolvimento dos personagens não foi abalado, sendo que todos mostraram uma grande evolução em comparação com os filmes anteriores.

Shailene Woodley (A Culpa é das Estrelas) e Theo James (Anjos da Noite: O Despertar) continuam ótimos em cena, ambos possuem uma boa química, e entregam boas atuações tanto em cenas de ação, quanto nas cenas mais dramáticas. Já Ansel Elgort (Homens, Mulheres e Filhos) e Miles Teller (Whiplash: Em Busca da Perfeição) são responsáveis por grande parte do alívio cômico do filme e cumprem isso com louvor, o timing de ambos é muito bom, um humor leve e nada apelativo. Enquanto que Zoë Kravitz (Mad Max: Estrada da Fúria) também não desaponta, e nesse filme, a atriz teve mais tempo em tela, e como já conhece bem sua personagem, conseguiu entregar uma atuação bem superior daquela que vimos nos dois primeiros filmes.

Infelizmente não temos Kate Winslet nesse filme, mas sua ausência é compensada pelo ótimo Jeff Daniels (Perdido em Marte) que interpreta o vilão David. Sua atuação é impecável, em cada segundo desconfiamos de suas verdadeiras intenções, sendo ele frio ou amigável. Mas sua atuação é tão boa, que até mesmo o público pode acabar acreditando em seus planos e motivações, assim como a protagonista Tris.

Além de Daniels, as estrelas Naomi Watts (O Impossível) e Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) possuem uma participação maior do que a que vimos em Insurgente, o que só favoreceu esse filme, afinal nunca é demais ver o talento das duas em cena.

Bill Skarsgård (Hemlock Grove) e Nadia Hilker (Primavera) foram boas adições ao elenco. Ambos não possuem tanto tempo em tela como os protagonistas, mas possuem sua importância na trama, dificilmente isso aconteceria se o livro não tivesse sido dividido em dois filmes.

Mais uma vez, a trilha sonora da série se destaca, principalmente por "Scars" da cantora Tove Lo. Assim como os efeitos especiais que não são nada inovadores, mas convencem o telespectador. Já a fotografia é muito mais viva, apostando em cores vibrantes para o céu desse futuro distópico e até mesmo a destruída Chicago fica bonita de se ver.


O diretor Robert Schwentke (Red: Aposentados e Perigosos) conseguiu corrigir os seus erros do segundo filme da franquia e ainda trazer os primeiros capítulos do terceiro romance de Veronica Roth para a tela de uma forma que não se tornasse cansativa ou massante, mesmo dividindo o livro em dois filmes.

Infelizmente, Schwentke não retorna para o quarto e último filme da franquia. 'A Série Divergente: Ascendente' será dirigido por Lee Toland Krieger (A Incrível História de Adaline) e já tem previsão de estreia para Junho de 2017. Resta torcer para que o novo diretor consiga finalizar a história do modo que os fãs esperam, seja fiel ao material original e ainda consiga manter todos os aspectos que todos amaram nos filmes anteriores.

A Série Divergente: Convergente | Crítica A Série Divergente: Convergente | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on 14:30:00 Rating: 5