segunda-feira, 28 de maio de 2012

Anjos da Lei | tiros e muita amizade


Quando resolvi usar a tarde de domingo para assistir “Anjos da Lei” não estava muito animado. Não era nem por ser uma nova versão da série do fim dos anos 80, até por que nunca a assisti, era por que achava que seria mais uma comédia americana boba. Felizmente minha impressão final foi outra e não me arrependi.

Schmidt e Jenko foram colegas no Ensino Médio, porém, nunca foram amigos. Por coincidência do destino, eles tornaram-se amigos durante a Academia de Polícia. Depois da formatura, esperavam receber grandes casos, mas seus primeiros trabalhos foram no parque da cidade, fazendo vigilância de bicicleta.

Depois de alguns erros infantis, eles foram enviados para a 21 Jump Street, e a primeira missão é descobrir quem é o traficante de uma nova droga que está sendo vendida em uma escola. O único detalhe desse caso era que os dois deveriam estar disfarçados de estudantes de colegial e todos os medos da época, principalmente de Schimidt, voltam à tona.

O filme em si, é muito engraçado e as cenas de ação são bem desenvolvidas pelos dois atores. Acho que um ponto importante na escolha do elenco foram os “mundos diferentes” que eles já trabalharam. Channing Tatum normalmente faz filmes dramáticos ou comédias românticas e Jonah Hill faz comédias, na maioria das vezes. Foi uma boa mistura e acho que se mantiverem o mesmo estilo, roteiristas, produtores e diretor, uma continuação seria bem vinda.


O filme está em exibição nas principais salas de cinema do Brasil. Só para lembrar aos fãs da série original, Johnny Deep e Peter DeLuise fazem uma participação muito legal no filme.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Divina Comédia da Fama | vale a pena ser famoso?


Ontem no “Profissão Repórter”, foram exibidas reportagens sobre quem faz tudo para conseguir a fama e o tema combina exatamente com esse livro. Em 2004 foi lançado pela Objetiva “A Divina Comédia da Fama”, do jornalista Xico Sá. Em 240 páginas, o autor resume o que as normalmente é feito para atingir a fama. Da mesma forma que a versão original de Dante Alighieri, “A Divina Comédia”, o livro é divido em Purgatório, Paraíso e Inferno.

No Purgatório, é apresentado alguns passos de como atingir o Paraíso. De todo o livro, essa é a parte mais longa, não é a toa que para conseguir o sucesso mitos passos devem ser dados. Vamos considerar que aqui você é uma subcelebridade (ex-BBB, mulher fruta, etc).

Ciclo de vida da fama
No Paraíso é o momento de estabilidade. Você é transformado celebridade e tem que lidar com toda a fama que foi atingida e, o principal, não perdê-la.

Se tudo der errado, o único caminho é o Inferno, onde você caíra no esquecimento e se quiser tentar a fama novamente terá que recomeçar o ciclo.

O livro é muito interessante e, mesmo sendo de 2004, ele enquadra-se perfeitamente com a situação das celebridades atuais (principalmente as subcelebridades). O livro não é ficção, porém é muito bom ler, pois é possível relacionar com casos e situações atuais dos sites e programas de fofoca e humor. Pra quem gosta desse assunto ou quer ser celebridade, esse livro é indispensável.

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Resultado Promoção | Garota Replay

Vamos ao resultado da promoção do livro “Garota Replay”, cedido pela editora parceira, Novo Conceito.




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Afundar!

Se a princípio pode parecer curioso que um filme se baseie num jogo de tabuleiro, não é preciso pensar muito para perceber que, na falta de ideias originais, quase tudo já serviu de mote para uma história para o Cinema — e franquias como Piratas do Caribe, inspirada por uma atração de um dos parques da Disney, e Transformers, baseada numa linha de brinquedos da Hasbro, são exemplos disso. Pois Battleship: A Batalha dos Mares (Battleship, Estados Unidos, 2012) só sugere sua origem no jogo Batalha Naval numa pequena e embaraçosa sequência; o resto das suas pouco mais de duas horas são preenchidas com muitos efeitos especiais e nenhuma linha de diálogo inteligente. Alex Hooper (Taylor Kitsch, de John Carter) é um sujeito irresponsável que é praticamente obrigado pelo irmão a entrar na Marinha, como que para o pôr na linha; depois de um tempo, já numa alta patente, ele e sua divisão estão realizando manobras em alto mar quando naves alienígenas gigantescas caem na água e começam a atacar os navios, criando um campo de isolamento que impede os militares de comunicação com o exterior ao passo que tentam estabelecer contato com seu planeta-natal. Logicamente, Alex e sua trupe de estereótipos (que inclui Rihanna no primeiro papel nas telas) tentarão provar algum valor, e, num filme assim, é óbvio que sucedem. Sem medo do ridículo, Battleship abraça o cafona e o amador na sua totalidade, o que pode comprometer o quão divertido se pode achar dele — se é que isso é possível. Para o mal (o filme é ruim) e para o bem (mal conseguiu pagar os custos de produção, o que põe em risco as chances de futuras continuações), eis uma produção que justifica as suspeitas que se pode ter dela.


Piratas Pirados! (The Pirates! Band of Misfits, Inglaterra/Estados Unidos, 2012) é a mais recente produção do estúdio inglês Aardman Animations, dos excelentes A Fuga das Galinhas e Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais, este vencedor do Oscar de melhor animação em 2006. Notadamente conhecido pelo uso de animação em stop motion com bonequinhos de massa de modelar, o estúdio carrega um histórico de preciosismo técnico e criativo com o qual é difícil não se deslumbrar. Mas aqui, infelizmente, a história é facilmente preterida pela realização visual. Capitão Pirata quer finalmente ganhar o concurso de Pirata do Ano, mas, sem os dotes ou riquezas de seus adversários, é novamente um perdedor em potencial. Empenha-se, então, a sucessivos saques a outros navios, todos frustrados. Numa dessas tentativas, entretanto, acaba chegando ao HMS Beagle, embarcação do naturalista Charles Darwin. E é ele que vê que o papagaio do capitão, na verdade, não é um papagaio, mas uma rara e antiga espécie de ave. A promessa de reconhecimento é suficiente para que Pirata e sua fiel tripulação decidam expor o pássaro à comunidade científica, mas esse não é exatamente o tipo de recompensa que eles esperavam. No que se desenvolve, Piratas Pirados! não é mais que um conto sobre não abrir mão dos amigos em busca da aceitação alheia, moral que não é pouco digna. Falta-lhe, porém, algum vigor, que tampouco se observa no ritmo — e tudo parece não muito interessante. Os cenários em miniatura, a iluminação, os bonecos e a técnica de animação são impressionantes, e algumas brincadeiras e referências são particularmente divertidas, mas, no que comparações são inevitáveis, o filme fica devendo tanto a sensibilidade de A Fuga das Galinhas quanto o arrojo inventivo de A Batalha dos Vegetais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Carrossel | releitura de um clássico

Nesta segunda, foi lançada no SBT uma versão de um clássico da teledramaturgia mexicana, Carrossel. Lembrando que, para esse comentário, não me baseei nos fatos da versão original, até por que não acompanhei quando foi exibida.

“Carrossel” conta a história de professora Helena e seus alunos do 3º ano na Escola Mundial. Como já era de se esperar, a turma é uma completa bagunça. Falta respeito com os colegas e, principalmente, com as professoras.

É possível ver que as crianças escolhidas para o elenco ainda são um pouco travadas, mas vale lembrar que todas são iniciantes, até mesmo Maísa, que já disse que não pretende continuar no ramo da dramaturgia após o fim da novela.

O cenário é muito bonito, com cenas bem montadas, ótima trilha sonora e uma abertura fantática, eu aposto que o elenco pode trazer muitas surpresas no futuro. Espero que o SBT consiga manter essa qualidade do primeiro capítulo e principalmente a audiência.

Pelos comentários que vi no Twitter e Facebook, o público que acompanhou a primeira versão gostou da adaptação. Agora é acompanhar os próximos capítulos e ver o que vai dar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

American Pie | como um reencontro pode unir os amigos

American Pie, uma série que existe há anos nos EUA, lançou esse ano um novo filme relacionado com a trilogia original (American Pie – 1999, American Pie 2 – A segunda vez é ainda melhor - 2001, American Pie - O Casamento – 2003), American Pie: O Reencontro.

Este filme pode ser considerado o mais “família” de todos. Com poucas cenas de sacanagem, como normalmente acontecia, é possível ver que os personagens cresceram em muitos pontos, mas continuam com algumas características e tosqueiras de antigamente.

O principal ponto desse filme, além do reencontro com os amigos da escola, são os relacionamentos dos personagens principais. Todos possuíam algum problema com seus parceiros, porém todos acabam se resolvendo graças a ajuda dos amigos.

É bom lembrar, que mesmo indo para um foco um pouco diferente, ele não perde a graça do original. Uma boa dica para quem pretende assistir é, caso não lembre de alguns fatos ou personagens, assista os primeiros filmes novamente. 


American Pie será sempre um ícone no cinema adolescente/adulto e mesmo com as “milhares” de versões existentes, o original sempre estará nas lembranças dos fãs.

Kaboom | uma explosão sem sentido


Kaboom” (2010), que participou da seleção oficial de Cannes, chegará ao Brasil no próximo mês e infelizmente tenho que avisar que o filme é muito ruim.

O filme não possui essas referências psicodélicas que são apresentadas no pôster, ele apenas faz muitas referências sexuais e de como aproveitar a vida durante o período da faculdade. Porém, ainda está envolvido no meio de tudo isso, existe uma seita que está perseguindo o personagem principal, Smith.

Smith é um acadêmico, que quando é questionado qual é sua orientação sexual, não existe uma resposta coerente. Ele diz que não é hétero, gay ou bissexual. Ele simplesmente sente atração por vários tipos de pessoas. No seu grupo social ele só tem Stella, sua melhor amiga desde o colégio.

Smith se envolve com muitas mulheres e homens, porém sempre tem sonhos estranhos. O que ele não esperava era que seu pai, que foi dado como morto quando era criança, está envolvido com a tal seita e para piorar, ele é o líder. Ou seja ele é o próximo para assumir o “trono”.

A partir daí coisas bizarras começam a aparecer, por exemplo, pessoas com poderes sobrenaturais, perseguição feita por homens com máscaras de animais. O filme é bem estranho e quando ele realmente parece fazer sentido, “kaboom”.