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Chegamos ao último filme da Marvel deste ano. 'Doutor Estranho' chega com a tarefa de aprofundar ainda mais o universo Marvel nos mistérios da magia e do sobrenatural, coisa que vem sido introduzida desde 'Thor' e logo após em 'Guardiões da Galáxia' e UAU! Você vai acompanhar uma grande viagem.

Para quem não conhece o mago supremo, vai aqui um resumo: 'Doutor Estranho' acompanha Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), um cirurgião arrogante e brilhante – você vai lembrar de Tony Stark, logo de cara – cuja vida glamorosa em Nova York desmorona quando um acidente de carro o priva do uso das mãos.

O desespero de Strange para encontrar uma cura para suas mãos acabando levando todo seu vigor, vontade de viver e seu dinheiro, num ápice de desespero uma informação o leva ao Nepal, onde ele conhece a Anciã (Tilda Swinton) e descobre como comandar forças místicas para se curar e lutar no momento em que o mundo enfrenta ameaças de um ser de outro mundo.


A Marvel evoluiu muito desde o lançamento de 'Homem de Ferro' e o inicio do seu Universo Cinematográfico (UCM). Com Doutor Estranho, vemos não o limite desse Universo, mas sim uma ramificação totalmente nova e surpreendente que pode (e com certeza vai) render mais alguns bons filmes solos do personagem.

A jornada do herói está lá, a introdução do personagem também, e mesmo esse sendo o 14º filme do UCM, é um personagem novo para o público em geral, ou seja, é preciso ter uma introdução, afinal o filme não é feito só para os fãs dos quadrinhos. Durante a primeira hora do filme conhecemos quem é Stephen Strange, o brilhante - e arrogante- neurocirurgião e seu declínio após o acidente. Esse momento mostra ao espectador a busca e compreensão de Stephen por uma cura.


Quando conhece a Anciã, ela fica responsável por apresentar a Strange (e ao espectador) um mundo espiritual até então desconhecido por ele (e por nós) e aí começamos a ver que esse novo universo vai além de planetas e galáxias, mas que levará para dimensões ainda não exploradas. Sempre fiquei imaginando como seria a transposição desse universo dos quadrinhos que é extremamente psicodélico para as telonas, e o resultado não podia ser melhor.

É um show visual sem precedentes - e sim, você vai lembrar daquela cena clássica do personagem Nolan no filme 'A Origem'. Entretanto aquilo não se compara ao show visual que vai te arrebatar de tal forma que você vai sair do cinema falando: "WOW, nunca vi nada igual".


Todos os personagens são apresentados de forma clara e concreta, mostrando sua importância dentro da narrativa. Benedict Cumberbatch sem dúvida nasceu para ser Stephen Strange, assim como Robert Downey Jr é para Tony Stark. Rachel McAdams interpreta a médica Christine Palmer, ex-namorada de Stephen e ponto de ligação com a parte - digamos terráquea - do filme.


Já Mads Mikkelsen vive Kaecilius, um dos aprendizes da Anciã, que acaba traindo a mesma e se aliando a forças desconhecidas. De todos os personagens, talvez o seu tenha o desenvolvimento mais simples, mas não ruim. Ele tem um motivo, dá-se uma explicação, tem cenas super importantes, e é isso.


Tilda Swinton e Chiwetel Ejiofor (Anciã e Mordo, respectivamente) quebram qualquer comentário negativo feito quando foram escolhidos para os papéis por se distanciar dos quadrinhos. Tilda tem uma presença tão forte em cena. É ameaçadora, enigmática e tão marcante que você passa a admirar, respeitar e temê-la, tudo ao mesmo tempo. Em suas cenas de batalha, o fôlego fica preso entre uma dimensão e outra e os olhos não desgrudam da tela nem por um minuto. É tudo muito lindo de se ver.

A participação de Stan Lee está lá, tão rápida que se você piscar vai perder. O 3D é muito bem aproveitado e a experiência em IMAX é incrível. Por fim, temos duas cenas extras, uma durante os créditos que ligam a um filme já passado e um vindouro, e a cena pós-créditos faz ligação com o ainda não confirmado 'Doutor Estranho 2' (que óbvio, é só uma questão de tempo até termos essa confirmação).

A Marvel segue a receita que vem mantendo seus filmes em alta e causando furor a cada novo semestre, em Doutor Estranho ela inova, mas não arrisca. Isso não é ruim, pois no final temos um produto com cara de novo, com base que já vimos e sabemos que dá certo e que tem tudo para agradar os Fãs dos quadrinhos, e aqueles que só conhecem os filmes dos super heróis. Como entretenimento, é maravilhoso e merece ser visto mais de uma vez.

Como diz a Anciã:

Stephen Strange... Quer um conselho?
Esqueça tudo o que você acha que sabe.

E para você, uso as mesmas palavras: esqueça tudo o que você sabe, e vá de mente aberta para esse filme que é uma viagem psicodélica com receita by Marvel que você com certeza vai querer ver e rever.

Doutor Estranho | Crítica Doutor Estranho | Crítica Reviewed by Marko Miller on 13:43:00 Rating: 5