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Divergente, de Veronica Roth


"Divergente", de Veronica Roth (lançado no Brasil pela Rocco), é mais um livro que agrada milhares de fãs e trás novamente uma mistura de ficção e crítica social ambientada no futuro.

Em Chicago, EUA, a sociedade muda seus padrões de vida após alguns conflitos e divide-se em 5 facções diferente: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Cada uma delas possui uma diferente forma de se vestir e agir com os outros, principalmente se forem de facções diferentes.

Logo no início conhecemos Beatrice e sua família constituída por sua mãe, pai e irmão, Caleb. Como são da Abnegação e por isso seguem princípios de uma vida simples, em que na maior parte das vezes eles devem ceder para as outras facções. E isso irrita um pouco a garota que sempre quis buscar algo a mais para sua vida.

Nesta nova Chicago, todo adolescente que completa 16 anos deve escolher a facção que quer seguir para toda a vida. Para isso eles passam por um teste que apresenta a opção correta para cada um, mas não impede que o participante escolha para onde quer ir. Beatrice e Caleb estão nessa nova seleção e os dois não esperam ser surpreendidos com uma facção diferente da atual.

Durante o teste, Beatrice descobre que é Divergente, ou seja, ela se enquadra em mais de uma facção e isso é assustador para o governo. Para eles, os Divergentes são rebeldes que querem destruir tudo o que já foi criado e desarmonizar a situação atual das facções. Assustada, Beatrice espera até o dia da apresentação para definir qual facção escolherá e descobrir como vai manter esse segredo das pessoas.

Na apresentação, Beatrice observa muito como são os participantes das outras facções e principalmente a reação das famílias quando trocas são feitas. Caleb é chamado primeiro e para a surpresa de todos, eles escolhe a Erudição, a facção dos estudiosos. Logo na sequência Beatrice precisa definir sua facção, mas ela sente medo, pois não queria deixar sua família e não gostou da reação do seu pai em relação ao irmão. Mas ela não desiste. Ela segue em frente e escolhe a Audácia. 

Logo na saída da apresentação, Beatrice já começa a enfrentar os primeiros desafios da sua nova facção. Ela precisa chegar até o trem, que em nenhum momento para; o jeito era pular e arriscar. Na sequência ela precisa pular do trem em movimento para o teto do prédio que dá a entrada para o espaço da Audácia. Depois desse desafio, os novos integrantes precisam pular por um buraco no prédio, que a princípio, não sabiam onde chegaria e todos ficaram com medo. Só que Beatrice resolve dar um passo a frente e aceita ser a primeira a pular. 

Quando chega ao fim do prédio cai em uma rede e conhece Quatro, um dos treinadores dos iniciantes, e ali que ela começa a fazer parte da Audácia. De cara, já muda seu nome para Tris e com isso começa os preparativos para o treinamento. Como era da Abnegação, a garota não tinha muita experiência com lutas, facas e armas, mas para conseguir uma boa posição na seleção de integrantes, ela precisava se esforçar o máximo possível. E foi depois de, literalmente, apanhar em uma luta de treino que ela começa a treinar pelas madrugadas todas as habilidades que foram apresentadas.

Mas não era só de treinamento que Tris vivia dentro da Audácia. Lá ela fez alguns amigos como Christina e Will e muitas inimizades, principalmente com Peter, que não queria saber de uma "careta" (apelido para a Abnegação) em seu grupo. E claro, Quatro, seu treinador, que ela desenvolveu uma paixão por ele, mas por ter um pouco de medo, não se aproximou de imediato. 

Mesmo com a melhoria de suas posições na competição interna da Audácia, Tris ainda não está tranquila. Ela sabe que algo está errado mais ainda não sabe o que é. Quando recebeu uma visita de sua mãe ela achou estranha a conversa que ela deveria ir conversar com seu irmão na Erudição, já que o acesso da Abnegação estava proibido.

Lá ela percebe que a Erudição estava realmente armando algo grande para o futuro, mas não esperava a surpresa que estava por vir. A Audácia estava envolvida nesse processo de dominação de governo e o que mais a apavorava é que os planejamentos de sua nova facção iriam interferir nas vidas das pessoas da Abnegação, e principalmente sua família, já que seu pai participava do governo. A partir disso, Tris e Quatro buscam uma forma de salvar sua pele e ajudar o povo da Abnegação, Amizade e e Franqueza.



O livro é muito bom, tem uma narrativa diferente que atrai o leitor. Os capítulos não são muito longos, o que facilita a leitura e sua diagramação é bem estruturada. Em relação a construção dos personagens, em alguns momentos achei Tris um pouco chata, mas não é por isso que desisti da leitura ou dos livros que dão sequência à história. Abaixo você confere uma entrevista com a autora Veronica Roth em que ela fala um pouco mais da história e de seus personagens.

Divergente, de Veronica Roth Divergente, de Veronica Roth Reviewed by Lucio Pozzobon on domingo, maio 18, 2014 Rating: 5
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