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X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica do filme e coletiva com elenco em São Paulo


"X-Men: Dias de um Futuro Esquecido" está próximo do seu lançamento, e ainda assim, com vários trailers e um marketing pesado, não convenceu muito gente. Os céticos, os fãs xiitas, e mais uma leva de pessoas ainda ficam com o pé atrás ao se falar de X-Men, e agora, não sabem como estão enganadas.

O All POP Stuff esteve na première do filme em São Paulo (que foi realizada na Quarta-Feira, dia 14). X-Men Xperience como foi divulgada, foi realmente algo mágico para os fãs da franquia, e uma baita jogada de Marketing para que esse novo filme receba toda a atenção que merece.

NA SALA...
Entramos na sala, recebemos nossos já esperados óculos 3D (o quê não esta sendo lançado em 3D nos dias de hoje? – mas esse 3D vale a pena, ainda mais pela cena épica do Mercúrio, mas isso é assunto pra outro tópico).

O Filme começa e durante 2h10 o pouco que se ouve na sala é a respiração presa dos convidados com as cenas de ação, as risadas com as ótimas piadas, na maior parte entregues pelo Wolverine, e aquela sensação pulsante no ar de que algo naquele momento, estava satisfazendo todos os espectadores. X-Men Dias de um Futuro Esquecido, estava superando o ÓTIMO X-Men Primeira Classe. Para aqueles que não estão à par da trama, segue um resumo:

No futuro, os mutantes são caçados por uma raça aditivada de Sentinelas – os robôs gigantescos criados por Bolívar Trask (Peter Dinklag, de Game of Thrones) nos anos 1970. Os poucos sobreviventes, sob o comando do professor Xavier (Patrick Stewart) - e Magneto (Ian McKellen) também -, resolvem enviar Wolverine (Hugh Jackman), o único capaz de fazer uma viagem tão longa ao passado já que seu fator de cura já conhecido por todos nós regenera seu cérebro da destruição causada por tal ato, a fim de impedir um acontecimento provocado por Raven/ Mística (Jennifer Lawrence) e mudar o cenário impiedoso do futuro. Lá, o herói das garras afiadas (ainda sem adamantium ) vai ter que convencer os jovens Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender) a ajudá-lo.

Viagens no tempo sempre causam confusão nos espectadores, mas X-Men Dias de um Futuro Esquecido amarra pontas de uma forma simplista, mas tão convincente que você não fica perdido numa linha de tempo, tentando se localizar.

O filme se passa em mais da sua metade no passado, e isso é ótimo, pois deixa em evidência o elenco de X-Men Primeira Classe. As cenas do futuro são escuras, pesadíssimas e completamente insanas, e com elas, vemos alguns personagens que aprendemos a amar, da primeira trilogia (Bobby – Kitty Pryde).

Voltando a narrativa do passado, quem tem destaque absurdo, ouso dizer que fio condutor da narrativa do filme todo, é Raven/Mística (que novamente interpretada pela queridinha de Hollywood – e minha também – Jennifer Lawrence), que entrega em suas cenas nada menos que o máximo como Mística, suas expressões, olhares, gestos e atitudes são tão singulares e a conduzem a seu objetivo: Assassinar Bolivar Trask.

James McAvoy e seu Xavier setentista é tão bacana de se ver em tela, pois você nunca imagina que o maior telepata do mundo (como visto nos três primeiros filmes) passou por problemas tão “humanos”.

Vê-lo tão frágil e inacessível só demonstra como humanos e mutantes são parecidos, a despeito de uma classe ter poderes, todos tem o poder supremo que pode levar da conquista suprema ao abandono de toda esperança, a capacidade de amar e confiar no seu semelhante.

Michael Fassbender e seu Magneto é um espetáculo à parte, sou Fanboy de Magnus pra todo o sempre e sempre espero o máximo dele, mas nesse filme Magneto é tão impiedoso, calculista e frio em suas ações que intimida o espectador e te da a certeza de que ele vai passar por cima de qualquer um, Humano ou Mutante, para ter seu objetivo concretizado.

Fassbender entrega uma cena espetacular onde ergue um estádio inteiro e o atravessa pelos céus de Washington até chegar na Casa Branca. É uma cena tão “embasbacante” que se fosse possível ali na cadeira do cinema, você voltaria a cena e veria várias e várias vezes. Lembra quando o Magneto “velho” arrancou a Golden Gate no 3º filme e a levitou até a ilha de Alcatraz, foi lindo, mas aqui, essa cena é simplesmente ÉPICA.



Bem, Mercúrio, que em nenhuma vez é chamado assim no filme, apenas citado como Pietro Maximoff (por questões de direitos entre produtoras não usaram seu nome de mutante), foi alvo de críticas desde o inicio (o mesmo aconteceu com o Coringa do Nolan em Batman Cavaleiro das Trevas quando saíram as primeiras imagens do filme, e após o seu lançamento, todos se curvaram perante o “Melhor e insuperável Coringa jamais feito”).

O mesmo acontece aqui, pelo seu visual, seu cabelo azul e uns óculos de natação preso ao pescoço, Pietro foi ridicularizado por muitos ao redor do mundo. As imagens de divulgação podem ter desanimado, mas em tela, seus minutos são os melhores e todos aqueles que falaram mal, silenciaram após vê-lo em ação.

É ai que volto ao ponto lá do inicio do texto. Como Pietro é o velocista mais rápido do mundo, óbvio que suas cenas são em câmera lenta pra que você reles-mortal sem poderes consiga o acompanhar, e sua cena em 3D é absurdamente linda. Água, tiros, metais voando, policias atacando e em meio a tudo isso, Ele, entregando uma das melhores cenas do filme e deixando o gostinho em todos de: “Queremos vê-lo novamente em cena, por favor”.

O Filme mostra muitos outros mutantes no futuro: Mancha Solar, Blink, Bishop, Apache e cada um tem seu tempo em cena pra fazer aquilo que foi proposto que é mostrar um futuro sem expectativa onde cada dia, ou pior, cada hora, pode ser a última. 


Bryan Singer combina o melhor do entretenimento com inteligência, boas cenas de ação, uma trilha sonora correta e consegue dar um ponto final em todas as reclamações de filmes anteriores de X-Men. Quando se altera algo do passado, o futuro já não será mais o mesmo, ou seja, espere rever muitos personagens, e isso é o ponto de partida para mais, e cada vez melhores filmes da Franquia que iniciou os Super-Heróis no cinema, e que deve sempre ser lembrada por isso, sem X-Men, não teríamos o Boom de Super-Heróis que temos hoje.

CENA PÓS-CREDITOS...
PS : Se você já leu informações sobre o novo filme, sabe quem será o vilão, e se não sabe de nada sobre o próximo filme, AINDA ASSIM deve ficar na sua cadeira até os créditos acabarem. É lindo, é épico, é surreal. Um dos Vilões supremos está a caminho, e só isso já é suficiente pra deixar todos os Fãs de X-Men desesperados e contando os dias para o próximo filme.

APÓS A SESSÃO...
Com o término do filme e a empolgação lá em cima, todos saem disparados pois a X-perience estava só começando. A Caminho do Hotel Grand Hyatt (um dos mais luxuosos de São Paulo), nosso nervosismo só aumentava, pois em questão de horas estaríamos cara-a-cara com o Professor Xavier, e não apenas “O” professor, mais “OS”. Xavier do passado e do presente interpretados respectivamente pelos maravilhosos James McAvoy e Sir Patrick Stuart, foram os personagens do elenco que vieram a São Paulo para o X-men Xperience. (uma das melhores divulgações de filme já feitas no Brasil).  

Credencial pra coletiva na mão... é hora de esperar e após um tempo (que pareceu uma eternidade, tamanho a expectativa), saldamos com muita ovação, gritos de fãs e um publico ansioso a entrada de James McAvoy, acompanhado logo em seguida por Patrick Stuart.


Ambos são a simpatia em pessoa, super animados e extremamente à vontade com o publico, Patrick falou como ama São Paulo, que já esteve aqui em 1962 fazendo uma peça com Vivian Leigh. Rolou piadinha sobre a cor da cueca de James McAvoy graças ao Felipe Andreoli, do CQC, que ao realizar sua pergunta, coloca os dedos na testa pra falar “telepaticamente” com os dois Professor Xavier. Rolou o silêncio e a espera de uma resposta. Patrick aceita a brincadeira e responde: “Meu cliente está dizendo que não tem nada para comentar agora e que enviará um comunicado para a imprensa mais tarde”.

Andreolli continua: “Agora uma pergunta para James”, solta o repórter fazendo a mesma brincadeira e colocando os dedos na cabeça. “Sim, eu estou usando cueca!”, respondeu o ator escocês para a histeria e risos da plateia. Obvio que algum tempo depois outro jornalista perguntou qual era a cor da cueca. James se estica na cadeira e abaixa a calça discretamente e solta “É laranja!”, respondeu rindo, enquanto Patrick Stewart, ao lado, balança a cabeça com um sorriso de lado não acreditando naquilo.

Patrick também falou sobre os direitos gays ao responder outra pergunta, associou bastante à história de X-Men que é sobre preconceito com o desconhecido, e respondeu: “Ian tem um caráter inigualável. Ele teve uma coragem de apoiar gays no Reino Unido e se assumiu quando atores não tinham essa coragem. Ele é um ícone na Grã-Bretanha. E também um artista brilhante além de homem comprometido com o movimento gay e com os direitos da humanidade”.
Mais algumas perguntas sobre quais poderes cada um gostaria de ter, e se tivessem o poder de mudar algo do passado o que seria.

Patrick: “Eu diria para o meu eu novo se animar, se divertir mais e não ser tão sério ou triste.

McAvoy: “Eu diria para o meu eu novo recusar alguns filmes e projetos que aceitei. Eu não vou citar os nomes”.

Por fim, pose para fotos e mais fotos e nosso bate-papo é encerrado, ambos saem com acenos de mãos e aplausos de todos na sala. Os atores se mostraram extremamente acessíveis e bem humorados, e isso foi o ponto de toda nossa coletiva. Ganharam mais respeito e admiração de todos os presentes. 

EMOÇÃO...
Após tudo isso é impossível não dizer o quão emocionado eu estava ao sair dessa coletiva, sou fã de quadrinhos e como fã, quando vemos algo na tela, que lemos a muitos anos atrás, é como um sonho se tornando realidade. Ai, de repente, você tem a oportunidade de conhecer atores que deram vida a alguns personagens, e isso meu amigo, não tem preço, é pura e simples emoção que não da muito pra explicar, é preciso sentir.

X-Men Xperience foi uma jogada de marketing única em muitos sentidos, agradou a todos com seu desenvolvimento e sem dúvida foi um sucesso. Agora só nos resta aguardar ansiosos a estréia de "X-Men: Dias de um Futuro Esquecido", dia 22 de maio.

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica do filme e coletiva com elenco em São Paulo X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica do filme e coletiva com elenco em São Paulo Reviewed by Marko Miller on sexta-feira, maio 16, 2014 Rating: 5
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