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Vai Que Cola - O Filme | Crítica


'Vai Que Cola' é, atualmente, uma das comédias nacionais mais famosas da TV fechada. Com uma mistura de palco giratório, que proporciona vários cenários, e um elenco que mistura humor e sarcasmo, o programa ganhou o público e isso fez com que sua história fosse levada aos cinemas.

Tudo começa com uma cena que quem já acompanha a série sempre quis ver: Valdomiro (Paulo Gustavo) fugindo da Beta Engenharia após entrar em um esquema de corrupção. Logo depois temos uma leve introdução dos personagens, para situar quem ainda não conhece o programa de TV. 

O filme mostra uma nova visão da pensão da Dona Jô e das atividades de seus moradores. Isso leva a estrutura da série para um patamar "A Grande Família", onde as ruas fazem parte da estrutura do filme e deixam de ser somente citadas, como acontece no seriado.

A história ganha uma reviravolta, e sai do Méier, quando a pensão da Dona Jô é condenada após um grande temporal e ninguém pode retornar enquanto um muro não for consertado. E como Valdo conseguiu liberar sua casa no Leblon, todos se mudam para uma cobertura de um prédio em frente a praia. Claro, que a animação do Méier é demais para a "calma" do Leblon e mostram um grande choque de realidade e culturas.

Durante a história temos boas piadas, mas percebi as mais engraçadas eram feitas pelos coadjuvantes. Ferdinando (Marcus Majella), sem dúvidas, brilha muito mais em cena do que o "protagonista" Valdo, e não é por causa de suas roupas, perucas e acessórios. Ele acerta no tom e diverte todos, principalmente quando explica suas gírias. E se contar suas cenas com Brito (Oscar Magrini), que são as mais engraçadas do filme.

Terezinha (Cacau Protásio) e Velna (Fiorella Mattheis) fizeram bonito também. Os gritos de Terezinha ficaram mais impactantes, mas não chegaram a incomodar tanto os ouvidos, como acontece em alguns episódios do seriado. E Velna soube usar de sua "gostosura" para manter o público vidrado em suas curvas cenas.

Jéssica (Samantha Schmütz) e Máicol (Emiliano D'Ávila) mostram que continuam sendo aquele casal jovem e atrapalhado que ainda não sabe o que esperar do futuro e buscam cada dia um perspectiva diferente, sendo que a de Jéssica é sempre a fama.

Wilson segue com o esteriótipo de quebra-galho, mas acaba entrando na linha de investigador atrapalhado. E claro, não podemos esquecer de Dona Jô (Catarina Abdalla), que mostrou um lado mais focado no romance com Quaresma (Werner Schünemann).

Percebi que certas piadas do filme funcionariam melhor se fossem apresentados no palco, com uma plateia. E isso é um ponto muito importante a ser comentado. A plateia da TV exalta piadas que podem até não ter muita graça, mas todo mundo acaba rindo junto. Na minha sessão poucas foram as cenas com altas gargalhadas. A maioria delas aconteceu nas cenas que já tinham sido apresentadas nos trailers.



O filme é bom. Consegue divertir e trazer os fãs de 'Vai Que Cola' da TV para o cinema. A estreia coincide com a chegada da 3ª temporada da série no Multishow, em 19 de outubro. Mas nada foi dito se algo do filme influenciará no programa. Provavelmente serão mantidos como mídias individuais. Porém, ainda vejo que na TV, seu roteiro funciona melhor.

Confira abaixo entrevistas com o elenco do filme dos parceiros "Cadê o Léo?" e "Hey Mickey"


Vai Que Cola - O Filme | Crítica Vai Que Cola - O Filme | Crítica Reviewed by Lucio Pozzobon on quarta-feira, outubro 07, 2015 Rating: 5
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