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Star Wars - O Despertar da Força | Crítica


Hoje de madrugada "A Força Despertou", e sem dúvida foi um evento que a Galáxia inteira sentiu. O sétimo episódio de Star Wars  finalmente chegou aos cinemas e o resultado desse filme tão aguardado não poderia ser melhor. "Star Wars - O Despertar da Força" é sem dúvida, o renascer da franquia (que nunca morreu, apenas descansou), é o inicio de uma nova fase que simplesmente vai moldar as gerações futuras (assim como o original fez ao ser lançado em 77).

Mas é impossível falar desse filme e não bater palmas ao realizador dessa obra: J.J Abrams.

Ele é um Midas do cinema, o que ele põe a mão vira ouro: Missão Impossível, Cloverfield, Star Trek, Super 8, Lost, Fringe (você gostando ou não de algum desses títulos não pode negar sua influência na cultura e seus milhões em receita) e agora Star Wars. O receio que os fãs mais fervorosos tinham deve ser deixado de lado, J.J sabe o que faz, e faz sabendo que um séquito de bilhões de fãs ao redor do mundo estão de olhos atentos ansiosos por isso.

Chegando ao que interessa. Quando as palavras STAR WARS aparecem na tela e a trilha de John Williams explode em todo o poder, seu coração acelera, sua alma arrepia e enquanto as palavras começam a subir na tela você simplesmente não pisca, com medo de perder uma simples letra que seja da breve introdução que é dada ao espectador.


Dando continuidade a tradição, as cenas de abertura sempre impressionam com a entrada de Destroyers Estelares que fazem o queixo cair, você já viu aquilo antes, e ainda assim, é impossível não se impressionar quando aquela massa de ferro flutuante que preenche toda a tela, e passa dela, e parece não ter fim, esse efeito dura exatos 12 segundos (como nos filmes anteriores, e 12 segundos nunca foram tão longos e intimidadores como aquele).


"Star Wars - O Despertar da Força" segue a risca a jornada do herói, e isso é ótimo, mas ao mesmo tempo em que segue a construção dos filmes clássicos, arrisca sutilmente em detalhes que podem passar despercebidos, mas que realmente mostram que esse novo filme honra toda uma geração, mas agora pretendo conquistar outra (e vai conseguir).


Pela primeira vez, em toda a série, sangue é mostrado no filme. Em 1977 foi uma das reclamações quando o filme foi lançado. Um mero detalhe, mas como eu disse, detalhes fazem a diferença uma hora ou outra, Esqueça o espaço também, as grandes batalhas do filme acontecem extremos dos planetas, e cara, isso torna tudo muito mais lindo.


Cenas no gelo, no deserto de Jakku, na floresta, é isso que você vai encontrar, se você jogou STAR WARS BATTLEFRONT, vai se sentir em casa com todos esses cenários deslumbrantes.

E o que falar do elenco?


Rey e Finn (Ridley e John Boyega): ela é a persona do filme, todos já sabiam disso e ela leva esse fardo com destreza. Em tempos de mulheres fortes no cinema (como Katniss), Ray sem dúvida vai entrar no hall de mulheres fortes e determinadas pra galera se apaixonar. Ela é o instinto de sobrevivência em pessoa, destemida, sem medo do perigo, aquela típica pessoa que não foge de uma briga. John Boyega entrega um

Finn extremamente cativante, engraçado mas com toda uma carga emocional por se sentir perdido num mundo em que as ações para os quais ele foi “programado” não fazem sentido em sua cabeça. A química entre os personagens é visível e tão natural que você se pega sorrindo quando ambos estão em cena, se desespera quando algo acontece, e surta quando eles partem pra ação.

Quando o BB-8 aparece na tela e o seu primeiro pensamento é “QUERO UM DESSES, AGORA, JÁ”. É inexplicável a empatia que essa bolinha branca e laranja desperta no espectador (e nos personagens).


Kylo Ren: pqp, o que é aquela voz? Eu piro em vilões com vozes distorcidas, meio gutural, mas aquilo, gente, é sério, a cada fala do personagem você treme, a imponência é tão forte que a sensação é de que esta na sua frente, usando a força para te manipular, seu corpo trava, você se sente um nada perante ele.


Han, Leya e Chewie: Quando eles aparecerem em cena você vai gritar. Ponto. Não tem o que discutir, a entrada triunfal de Han e Chewie (que já vimos no trailer), entrou pra história. É muito bacana ver em tela esse choque de gerações, ver que as escolhas e caminhos percorridos anteriormente refletem nos momentos atuais, aquela frase “quando a ficção imita a realidade” se faz usar aqui. Assim é a vida, um resultado de escolhas. E bem, vocês sabem onde as escolhas levaram um tal de Anakin.


Mas se você nunca assistiu Star Wars fica a dica: você não precisa ter visto os filmes anteriores para ver esse novo, e isso é realmente foda, porque seu roteiro é tão bem construído pra te dar informações suficientes sem te deixar perdido, mas sagaz pra te deixar curioso a ponto de ir buscar o material antigo. (E SIM, VOCÊ VAI FAZER ISSO, EU GARANTO).

Repleto de ação, momentos de lágrimas, batalhas com sabre de luz (que vão fazer você pirar) e uma trilha emocionante, "Star Wars - O Despertar da Força" entrega tudo o que esperávamos: um presente para os fãs da saga. É um convite (e que convite hein J.J) para a nova geração.

O que me resta agora é crescer na força, para segurar a minha ansiedade pelo próximo filme. Assista em 4D, 3D, IMAX, não importa o formato, mas assista.

E que a força esteja com vocês.

Star Wars - O Despertar da Força | Crítica Star Wars - O Despertar da Força | Crítica Reviewed by Marko Miller on quinta-feira, dezembro 17, 2015 Rating: 5

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