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A Viagem de Meu Pai | Crítica


'A Viagem de Meu Pai' (Floride) é um filme francês, que apresenta a história de Claude Lherminier (Jean Rochefort) um senhor de 80 anos, viúvo, que mora sozinho em uma grande casa com uma cuidadora. Claude, apesar de estar totalmente ativo, está com alguns problemas de memória e esquece alguns acontecimentos de sua vida. Apesar de não querer fazer exames específicos, sua família sabe que o início do Alzheimer. Mas de uma coisa ele não esquece: seu suco de laranja produzido na Flórida, onde mora Alice, sua filha mais nova.

Carole (Sandrine Kiberlain) é a filha mais velha de Claude, cuida dos negócios deixados pelo pai e tenta administrar sua vida pessoal, trabalho e cuidados com o pai. Nem sempre ele é uma pessoa fácil, que aceita ser ajudada e isso preocupa Carole, pois sabe que cada vez mais ficará difícil manter uma pessoa cuidando dele e ela ainda precisa viver muito de sua vida.

Robin (Clément Métayer), filho de Carole, colabora em algumas noites que ela precisa sair com o namorado Thomas (Laurent Lucas), que é uma das pessoas que insiste no fato de levar Claude para uma casa de repouso, onde terá companhia e tratamento médico frequente. E isso deixa Carole confusa, pois ela reconhece a importância do pai em sua vida e talvez pense que em uma casa de repouso ele possa esquecê-la de vez.

Porém, chega o momento em que Claude decide embarcar para Miami e encontrar Alice. E isso é apresentado durante vários trechos do filme. As conversas com os passageiros, a falta de paciência ao esperar o voo acabar e o tratamento com as aeromoças. Chegando na cidade, ele surpreende-se ao não ser recepcionado por sua filha no aeroporto e é a partir desse momento que os rumos de sua vida (e de Carole) mudam.

'A Viagem de Meu Pai' é um filme que trabalha muito com as emoções do espectador, pois ao mesmo tempo que uma cena parece engraçada, é triste ver que por trás daquilo existe uma outra realidade e muitas vezes um momento do passado. Sem contar que após o filme é impossível não ficar se perguntando "o que eu faria no lugar de Carole?". É uma situação complicada, com um grande envolvimento emocional.


Para o lançamento do filme nos cinemas, a Mares Filmes criou uma campanha em parceria com a BossaNovaFilms, Dahouse Audio e Isobar. A ação foi chamada #MusicasParaSempre. Nela, foi criada uma música para recordar ótimos momentos entre um pai que tem Alzheimer e suas filhas. Confira a história da família e a música completa na sequência.


A Viagem de Meu Pai | Crítica A Viagem de Meu Pai | Crítica Reviewed by Lucio Pozzobon on quarta-feira, agosto 10, 2016 Rating: 5

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