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Depois da enorme controvérsia que 'Batman Vs Superman - A Origem da Justiça' causou entre críticos e fãs, Esquadrão Suicida tinha a difícil missão de dar continuidade ao universo estendida da DC Comics no cinema, e ainda agradar e atender a imensa expectativa do público. Felizmente, o filme que une diversos vilões se sobressai por seus personagens, e uma trama simples, mas eficiente em aproveitar  as melhores qualidades de seus integrantes.

O roteirista e diretor David Ayer (Corações de Ferro) soube trabalhar todos os personagens e introduzir os mesmos nesse novo universo. Apesar dos imensos rumores que circulam a produção sobre refilmagens e edições, é perceptível que Ayer tinha uma visão defnida para cada um dos personagens e sabia onde queria chegar com a história, acertando no tom, no humor e na ação, sem exageros e não fazendo tudo parecer muito fantasioso, e ainda mantendo a seriedade que os filmes da DC trazem.

O elenco é simplemente perfeito. Will Smith (MIB: Homens de Preto) ficou ótimo como  Pistoleiro, o ator convence como vilão, e não desaponta em cenas com teor mais emocional. Margot Robbie (O Lobo de Wall Street) foi a escolha perfeita para interpretar Arlequina, a personagem  definitivamente é a alma do filme, Robbie incorporou a amada palhaça de uma forma que deve agradar a todos. Jai Courtney (Divergente) também se mostrou uma escolha certa para trazer o Capitão Boomerang para as telas, apostando na veia cômica que ainda não havia sido aproveitada em outros filmes com o ator.

Cara Delevingne (Cidades de Papel) surpreendeu como Magia, tanto nas cenas de ação, quanto nas cenas como June Moone, assim como Joel Kinnaman (RobCop) soube trazer a autoridade e o espírito de liderança que Rick Flag exigia. Outro que se destaca é Jay Hernandez (O Albergue) ao se aprofundar nas origens de El Diablo. Adewale Akinnuoye-Agbaje (A Identidade Bourne), Adam Beach (Cowboys & Aliens) e a estreante Karen Fukuhara foram ótimas escolhas para interpretar Crocodilo, Amarra e Katana respectivamente, mas os três não possuem muito tempo em tela e podiam ter sido melhor aproveitados, o mesmo vale para o personagem de Scott Eastwood (Uma Longa Jornada), que possui pouquíssimo tempo em tela e não traz nada para a história.


No entanto, não havia atriz melhor para trazer Amanda Waller à vida a não ser Viola Davis (Histórias Cruzadas), que compreende a personagem e rouba totalmente a cena durante o filme todo como uma presença forte e vilanesca. Enquanto isso, o Coringa de Jared Leto (Clube de Compras Dallas) não possui tantas cenas como vimos no material promocional, mas não desaponta como o infame vilão. Basicamente, o Coringa está ali apenas para introduzir a Arlequina, mas ambos possuem uma química indiscutível e podem trazer um futuro promissor no desenvolvimento da franquia.

A trilha sonora é um verdadeiro show à parte, com músicas selecionadas de acordo com a personalidade de cada personagem, e que trazem o tom certo em diversas cenas de ação, além das cenas que introduzem os membros do esquadrão. Destaque para Sucker For Pain, Heathens, You Don't Own Me e Bohemian Rhapsody.



Os efeitos especiais são ótimos, assim como os belos cenários construídos e locações escolhidas além dos figurinos que impressionam pela imensidão de detalhes, apostam no colorido, mas sem deixar a realidade de lado, tudo isso em conjunto nos proporciona uma belíssima fotografia.

O filme também traz diversos easter eggs, homenageando os quadrinhos, as animações e até mesmo os games da DC. E entre tantos rumores sobre as filmagens do filme, isso passa despercebido ao longo da fita e possíveis problemas de edição não ficam evidentes, apesar de alguns erros de continuidade.

No geral, Esquadrão Suicida pode não conquistar alguns críticos ou ainda um telespectador sem conhecimento prévio dos quadrinhos, mas deve entreter pelo humor, pela ação a agradar os mais ávidos fãs do Universo DC Comics, além de já dar alguns indícios do que podemos aguardar nos próximos filmes desse universo, que só tende a crescer.

Esquadrão Suicida | Crítica Esquadrão Suicida | Crítica Reviewed by Roberto de Carvalho Neto on sábado, agosto 06, 2016 Rating: 5

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