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A Qualquer Custo | Crítica


Em 'A Qualquer Custo', Marcus Hamilton (Jeff Bridges) é um policial do Texas semanas antes de uma aposentadoria forçada, treinando Alberto Parker (Gil Birmingham) para poder tomar seu lugar. Justamente quando parece que serão algumas semanas tranquilas antes da aposentadoria, uma série de roubos a bancos ocorrem e Marcus e Alberto assumem a responsabilidade de resolver o caso.

Tanner (Ben Foster) e Toby Howard (Chris Pine) ficaram com o peso de muitas situações ruins em suas vidas. Depois que sua mãe faleceu, eles foram confrontados com a percepção de que a terra em que ela vivia seria apreendida pelo banco. Depois de descobrirem recentemente que há uma enorme quantidade de petróleo sob essa terra, surge a vontade de salvá-la por qualquer meio necessário.


Toby ao sempre pensar em sua ex-mulher e filhos conclui que ao deixar a terra para eles, os mesmos estarão seguros financeiramente e nunca serão pobres (com direito a dialogo ressaltando isso, "meus avós foram pobres, meus pais foram pobres e eu não quero que eles sejam pobres também").

Tanner está constantemente fugindo, entrando e saindo da prisão, e não tem nada a perder ajudando seu irmão, mesmo que os meios sejam duvidosos (completamente errados e injustificados se aplica melhor). Depois de montarem junto um plano para roubar o próprio banco responsável pelo hipoteca da terra de sua mãe, em seguida, garantir a quitação da hipoteca por esse mesmo banco, os dois começam uma corrida no estilo velho oeste roubando bancos, com os rangers em suas colas.

Por mais bem executado que seja, 'A Qualquer Custo' se mostra absurdo quando você descobre qual era o plano arquitetado pelos irmãos e a sua motivação para tudo aquilo. Pessoas inocentes mortas, mais o "planejado sacrifício" de um dos protagonistas é tudo orquestrado para que os dois filhos do "herói" perdedor divorciado "Não sejam pobres". Sério? Uma série de atos errados justificados dessa forma?


São os banqueiros "do mal" contra o pobre hipotecado, que só podem pensar em uma solução para a resolução do problema: violência. Ao longo de quase duas horas, é inaceitável que o filme nos entregue apenas isso, ressaltando esses atos como justificáveis como aquela máxima, "os fins justificam os meios". Não, não justificam.

No início do filme, vemos sobre o ombro do personagem de Jeff Bridges como ele está lendo sua carta de aposentadoria forçada do departamento. Isso começa a crise sofrida pelo resto do filme. Cada momento crucial foi visto vindo a um quilometro de distância e facilmente previsto. Há poucas coisas mais chatas do que assistir a um filme em que o público pode prever cada movimento feito pelos personagens, e até mesmo cada pedaço de diálogo falado ao longo de todo o filme.

Jeff Bridges lembra muito seu personagem de 'Bravura Indômita' e o sotaque estranho não passa despercebido ao longo do filme parecendo Antônio Fagundes em uma novela da Rede Globo. Chris Pine foge do estereótipo bom mocinho aventureiro trazido por 'Star Trek'. Durante toda a narrativa, nunca tive informações suficientes sobre os personagens para se importar com eles. Ben Foster foi o único brilhante neste filme, mas mesmo sua atuação excepcional não conseguiu salvar o filme.

A bela fotografia do filme mais uma boa trilha sonora não justificam todo o hype do mesmo e muito menos sua indicação ao prêmio de Melhor Filme no Oscar 2017.

A Qualquer Custo | Crítica A Qualquer Custo | Crítica Reviewed by Marko Miller on quinta-feira, janeiro 26, 2017 Rating: 5

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