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Para Todos os Garotos que Já Amei | Crítica


Eu sou apaixonada por comédias românticas e clichés adolescentes desde que me entendo por gente. Logo, um filme recheado desses elementos seria um prato cheio tanto para a Ananda de 15 anos, quanto para a de 25. E foi exatamente isso que aconteceu na última sexta-feira.

Baseado no livro homônimo escrito por Jenny Han, 'Para Todos os Garotos que Já Amei' chega à Netflix para se juntar ao revival de comédias adolescentes gostosinhas de assistir. Confesso que quando foi anunciada a adaptação eu fiquei super preocupada. O livro é um dos meus favoritos e meu maior receio era que transformassem em mais um romance bobinho sem nenhuma profundidade. Felizmente, o filme ficou incrível.

Algumas partes da história foram cortadas ou editadas, o que sempre acontece, mas isso não tirou a essência dela. Pelo contrário, só acrescentou. As poucas mudanças ajudaram na fluidez do filme, sempre com um tom leve. Bem típico dos filmes "sessão da tarde" que todo mundo ama.


Para quem não é familiarizado com o enredo, Lara Jean tem 16 anos e já se apaixonou 5 vezes. Para cada garoto (Josh, Peter, Lucas, Kevin e John) ela escreveu uma carta, meio que para extravasar a paixão e conseguir seguir em frente. Porém, ela as guardava em uma caixa de chapéu que sua mãe deu, sem nenhuma pretensão de enviar. Eis que certo dia as cartas são enviadas.

Estaria tudo bem se Josh não fosse o ex-namorado de sua irmã mais velha. Para fugir da saia justa, Lara Jean finge um namoro com Peter, o segundo destinatário e também o cara mais popular da escola.
Clichezão, não é mesmo? E poderia ser apenas isso, mas o filme, assim como o livro, mostra que mesmo nos lugar comum é possível criar um diferencial. A personalidade da protagonista é um dos pontos mais fortes. Ela não se importa em ser “invisível” e não tem nenhum filtro, simplesmente joga tudo o que vem na mente. Aliás, todos os personagens foram muito bem construídos.


Em nenhum momento senti que as atuações eram caricatas e as sequências não são forçadas. Eu adorei a Kitty e toda a sua irreverência, mas senti falta de mais interação entre a Lara Jean e a Margot.

O pai das meninas apareceu pouco, mas foi incrível em cada uma das cenas. Desde o trailer (na verdade, desde o livro) que eu sou apaixonada por Peter e o filme só reforçou isso. Ficou exatamente do jeito que eu imaginei, assim como o Josh.

Toda a situação do namoro falso, que poderia ser a maior piada por parte de Peter, se desenvolve de forma natural e sem nenhuma forçada de barra. Obviamente existe um triângulo amoroso e ele também não deixou a desejar. Enquanto eu assistia não conseguia me decidir entre Josh e Peter (imagina a Lara Jean). Ambos têm suas qualidades e defeitos e o filme mostra bem esse paralelo.


Além de tudo isso, o filme traz todos os elementos necessários para uma ótima comédia romântica. A trilha sonora encaixou perfeitamente e a fotografia é maravilhosa!

Sabe aqueles filmes que a gente assiste mil vezes e nunca se cansa? No estilo “cheguei exausta do trabalho e só quero Netflix e descansar”? É esse. Os personagens são apaixonantes, o enredo é maravilhoso e tem tudo pra se tornar seu mais novo comfort movie.

Termino aqui dizendo para você se jogar no sofá com um balde de pipoca e assistir. E se apaixonar pela Lara Jean, com seus elásticos no cabelo, fitas decorativas e suas cartas secretas. Fique na dúvida entre Josh e Peter. E se encante com a sororidade das irmãs Song.

Para Todos os Garotos que Já Amei | Crítica Para Todos os Garotos que Já Amei | Crítica Reviewed by Lucio Pozzobon on quarta-feira, agosto 15, 2018 Rating: 5

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