Em publicações no TikTok, uma influenciadora literária, apresentou sua versão dos acontecimentos sob o título "a verdade sobre a polêmica envolvendo a garota que não lê livros LGBTQI+" . Segundo ela, tudo começou quando recusou a divulgação de uma autora de romance sáfico que, de acordo com sua narrativa, estava prevista em seu próprio mídia kit, documento no qual já estabelecia que não lê e não trabalha com obras LGBTQIAPN+ . A justificativa era contratual. O problema é que justificativas contratuais não existem no vácuo: elas refletem escolhas, e escolhas têm consequências, especialmente quando feitas por quem tem espaço no mercado editorial. Existe uma diferença entre não gostar de um gênero literário ou de alguma temática abordada em uma obra e declarar publicamente que se recusa a ler livros por causa da identidade dos personagens e das experiências que essas narrativas representam. A primeira é preferência. A segunda é preconceito fantasiado de opinião literária e, pr…