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S.W.A.T. - 1ª Temporada | Crítica


'S.W.A.T.' foi uma série de sucesso durante os  anos 70, virando filme em 2003 estrelado por Samuel L. Jackson e Colin Farrell. O sucesso do canal CBS está de volta, com um novo formato e com temas atuais da sociedade. Produzida por Neal H. Moritz (Macgyver), Justin Lin (Scorpion) e Shemar Moore (Criminal Minds), com roteiro de Shawn Ryan (The Shield) e Aaron Rahsaan Thomas (CSI NY). No Brasil, a série é exibida pela Fox.

Em uma perseguição, o chefe da equipe de elite S.W.A.T (Special Weapons and Tactics) do Departamento de Polícia de Los Angeles, atira acidentalmente em um garoto negro, em um bairro alvo de tiroteios contra gangues, mesmo sendo um tiro acidental, gera uma crise policial e social. Num golpe de marketing para tentar acalmar os ânimos entre a polícia e a comunidade, Daniel "Hondo" Harrelson (Shemar Moore, Criminal Minds) é promovido como novo chefe da equipe S.W.A.T., um policial negro e morador da região, sendo ideal para controlar a revolta da comunidade e a cobrança da mídia. 

A decisão cria uma situação complicada para Hondo, causando uma série de problemas no trabalho e na vida pessoal. O oficial Deacon (Jay Harrington, Hot Cleveland) era o próximo na lista a ser promovido, pois era mais experiente em operações táticas e um dos membros mais antigo da S.W.A.T. Na vida pessoal Hondo agora é subordinado direto de Jessica (Stephanie Sigman, Narcos) no qual ele tem um relacionamento amoroso. Porém, essa nova posição obriga-os a terminar, pois é proibido qualquer envolvimento afetivo. Ainda para aumentar os desafios de Hondo precisará lidar com o novato, Jim Street (Alex Russell, Invencível), um jovem impulsivo e imaturo.



A trama mostra os problemas internos da polícia, a questão racial e proximidade que a equipe tem com comunidade, agora sob nova liderança. Hondo parece ter nascido para o cargo e a equipe trabalha ainda mais unida. Porém ele ainda tem questões a resolver com Deacon que no decorrer dos episódios é bem explorado. No decorrer da série, somos apresentados a personagens que estão longe de ser secundários, como Cris (Lina Esco, Flaked) a única agente feminina da equipe e prova que pode ser tão profissional e competente como qualquer colega do outro gênero. 

Cris fica "responsável" para ajudar na adaptação de Street, o novato, que mesmo com seu lado imaturo, é dono de um coração puro e ao mesmo tempo tem sede de justiça. Ainda temos Victor Tan (David Lim, Quantico) especialista em eletrônicos e Dominique Luca (Kenny Johnson, Bates Motel) um agente especialista em armas, veículos, folgado e namorador, que nunca tem lugar para morar e vive pedindo abrigo na casa dos membros da equipe.  


A série tem muitas cenas de ação, explosões, lutas e operações táticas dignas de produções de filmes, nem de longe parece apenas uma série policial. A fotografia e trilha sonora também são marcantes, tudo isso sendo unido há um roteiro excelente e, mesmo com tantos personagens, nos vemos apegados a todos eles. Personagens sólidos e bem construídos, comprovando o quanto estão preparados e confortáveis com o papel. 

Com a onda de grandes séries sendo refeitas, 'S.W.A.T' é mais um acerto com a dose certa de emoções e episódios que prendem do começo ao final da temporada, mantendo um ritmo intenso, mesmo quando não existe o "caso da semana", garantindo assim a renovação para uma 2ª temporada.

S.W.A.T. - 1ª Temporada | Crítica S.W.A.T. - 1ª Temporada | Crítica Reviewed by Cintia Milanez on 11:19:00 Rating: 5