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Como Treinar o Seu Dragão 2 | Crítica


Quando "Como treinar Seu Dragão" foi lançado pela Dreamworks em 2010, pegou muitos de surpresa… inclusive o próprio estúdio. O espetacular e emocionante filme dos diretores Dean DeBlois e Chris Sanders permanece como uma das melhores animações dos últimos tempos e, claro, seguindo a ótima resposta do público, a Dreamworks tratou de pensar em uma sequência.

A segunda parte estreia nos cinemas mundiais na semana que vem e já vem sendo bastante elogiada pela crítica internacional. Alguns chegam a dizer que é ainda melhor que a primeira aventura.  Afirmação essa que após sair do filme, passei a concordar também.

“Como Treinar o Seu Dragão”, é uma animação livremente baseada no livro homônimo de Cressida Cowell. Quatro anos depois, a Dreamworks surpreende todos os fãs do dragão mais amado que já existiu e seu fiel cavaleiro – Banguela e Soluço – com “Como Treinar o Seu Dragão 2”.

A história se passa cinco anos após o primeiro filme e nos mostra uma Berk (a ilha dos vikings) onde agora humanos e dragões vivem em paz, com suas vidas literalmente alteradas pela adoção desses “bichinhos de estimação”, Berk tem um salto em todo seu modo de vida, e isso é visto nos minutos iniciais do filme.

Soluço já adolescente deixa transparecer todos os medos e anseios que essa fase traz, mas não é pra menos, sabendo que muito em breve ele terá que se tornar o mais novo líder da tribo, algo que deixa seu pai Stoico (Gerard Butler, na voz original) muito orgulhoso, mas o garoto cada vez mais apreensivo perante esse grande fardo.

Mas como um problema nunca aparece sozinho, juntamente com Banguela, Soluço descobre que existe um caçador de dragões conhecido como Drago, e que muito em breve Berk pode entrar em guerra com esse líder dos caçadores de dragões.

Quem acha que por se tratar de uma animação, o filme é “feito para crianças” esta muito enganado. Desde seu primeiro filme, temas como responsabilidade, ética e amizade são tratados de forma latente, e nesse novo longa temos toda essa bagagem anterior acrescida de novas ideias. 

Relação entre pais e filhos, relacionamento entre os casais, conflitos e traições. O filme nunca se esquivou de tratar de assuntos com temática mais séria, e ainda assim consegue abraçar o público adulto e o infantil.

O filme é praticamente um voo de dragão em suas 1h45m. Com agilidade o filme sempre apresenta algo importante, se não for uma cena de ação, é uma cena essencial para o desenvolvimento da história, e isso faz com que o espectador fique grudado em sua cadeira, muitas vezes prendendo o folego com as cenas que estão cada vez melhor graças a toda tecnologia dos dias atuais.

Deslumbrante é a palavra que me vem à cabeça quando penso no visual do filme, nos minutos iniciais ao sermos apresentados a Berk, somos cativados pela explosão de cores e texturas, cenários e personagens. São todos construídos com tantos detalhes e afinco que é impossível não ficar de queixo caído. Isso sem contar todos os dragões (antigos, e muitos, muitos novos) que aparecem a todo instante de diversas cores, formas e tamanhos. É um show visual de primeira, e acompanhado por um 3D competente e perfeito, pra te dar o tom certo de imersão.

“Como Treinar o seu Dragão 2” já se mostra um dos melhores filmes do ano até aqui. O filme tem tudo para fazer mais uma vez o enorme sucesso de seu anterior, e sem dúvida, superá-lo.

Sequências sempre nos trazem um pouco de medo, mas quando somos surpreendidos e o segundo filme consegue ser ainda melhor que o primeiro, é motivo para se ficar muito feliz, e sem dúvida apreciar o filme várias e várias vezes.

Como Treinar o Seu Dragão 2 | Crítica Como Treinar o Seu Dragão 2 | Crítica Reviewed by Marko Miller on quinta-feira, junho 19, 2014 Rating: 5
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