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Cidades de Papel - O Filme | Crítica


Na última terça-feira, dia 30 de junho, a Nica, do Drafts da Nica, assistiu 'Cidades de Papel' em primeira mão, filme baseado no livro do autor John Green, a convite da Editora Intrínseca e representando o All POP Stuff. Confira como foi o evento e a opinião sobre o filme:


Confesso que estava com grandes expectativas para essa adaptação, uma vez que outra obra do autor, 'A Culpa É Das Estrelas', foi maravilhosamente representada nas telinhas. Então, preparem-se! Com 'Cidades de Papel' não foi diferente!

Nat Wolff se mostrou o protagonista ideal ao dar vida à personagem Quentin Jacobsen e nos arrematar com um show de interpretação - e carisma, na coletiva de imprensa, que aconteceu no último dia de julho. Cara Delevingne ficou responsável por dar vida à imaculável (pelo menos para o Q.) Margo Roth Spiegelman, que não surpreendeu tanto, mas também não foi ruim ou atrapalhou a química geral do filme. Halston Sage, Austin Abrams e Justice Smith são Lacey, Ben e Radar, respectivamente, encaixaram perfeitamente nas personagens secundárias e roubaram algumas das cenas do filme!

O filme manteve a essência - e até algumas falas, como aconteceu em ACEDE também - da narrativa de John Green, mas conseguiu ir além. Como o próprio John Green comentou na coletiva que aconteceu no Copacabana Palace, o filme está melhor do que o livro. O foco na amizade e na importância que algumas pessoas têm em nossas vidas, sobretudo. No livro, o romance é um tanto quanto valorizado, ou supervalorizado, na ideia de que Margo é um ser especial, uma menina linda e meiga, a vizinha por quem Quentin se apaixona na infância e que acabou tomando rumos diferentes dos dele depois de um certo acontecimento na vizinhança.

Na adaptação cinematográfica, o romance está lá, claro, em uma cena muito fofa, em particular. Aquele sonho com a garota ideal e "inalcançável", mas 'Cidades de Papel' nos surpreende por não superestimar esse relacionamento platônico e que serve como guia para a primeira grande aventura de três amigos terminando o ensino médio, indo para faculdades diferentes, onde conhecerão outras pessoas, outros mundos. Margo é o combustível que Q. precisa para se deixar experimentar coisas novas. Ela é a gasolina que faltava para que ele percebesse o que realmente era importante e qual o papel de cada pessoa que passa por nós nessa caminhada chamada vida.

A leveza e a beleza do filme fizeram com que eu saísse do cinema ansiando por mais. Eu queria ter mais doses de Q., Ben e Radar. Eu queria ter mais doses dos amigos correndo atrás das pistas deixadas por Margo. Eu queria ter mais doses do romance fofo entre Radar e Angela. Eu queria ter mais doses da louca e divertida viagem em busca de Agloe. Eu queria ter mais doses das cenas engraçadas entre os três amigos. Eu queria ter mais doses de Lacey, da sua transformação da menina fútil na doce e inteligente.

Além disso tudo, algumas cenas e uma aparição em particular fizeram o cinema todo rir e suspirar junto. Em uma das buscas incessantes por pistas de onde Margo poderia ter ido parar dessa vez, Q. e seus amigos acabam em uma velha e abandonada loja de departamentos. Mesmo já tendo estado nesse lugar, a cena mais divertida acontece durante a noite, após uma daquelas "sociais americanas" - que acontecem nas mansões dos adolescentes mais populares. Os meninos estão cheios de medo, até que um deles dá a ideia de que cantem para criar coragem e entrar no buraco da parede, que leva à outra sala, ainda mais assustadora que a primeira. Gente, sério! O cinema rachou de rir com a canção escolhida por um deles! (Sim, vou ser má e não vou contar qual foi a música e nem quem aparece na Loja de Conveniência que os três amigos, Angela e Lacey param durante a viagem até a paper town! #MalévolaFeelings)



Resumidamente, o filme trouxe mais vida, aproximou ainda mais as personagens de John Green aos seus leitores e expectadores. A adaptação ficou muito boa, mais bonita e leve, na minha opinião. A essência romântica permanece, mas a valorização da amizade é ainda mais lindo de se ver. Eu mais do que recomendo que todos vocês, gostem ou não dos romances juvenis e verossímeis de João Verde, corram para o cinema mais próximo e assistam! Vocês não irão se arrepender!


*Post colaborativo com o Drafts da Nica.

Cidades de Papel - O Filme | Crítica Cidades de Papel - O Filme | Crítica Reviewed by Lucio Pozzobon on 11:16:00 Rating: 5