Reprodução/Divulgação

IT: A Coisa | Crítica


As adaptações das obras de Stephen King têm seus altos e baixos nas telonas. Nos últimos anos, a Warner Bros tenta desesperadamente levar um calhamaço de King para as telas. Não é fácil lidar com 1100 páginas de uma obra literária em um filme de pouco mais de duas horas. E com tantas adaptações infrutíferas dos trabalhos de King, não é nenhum mistério entender porque a base de fãs do autor estava cética com essa adaptação.

Surpreendentemente a adaptação dirigida por Andy Muschietti é realmente muito boa e tem todo o potencial para agradar os fãs mais fervorosos do autor, bem como os novatos que estão se aventurando agora pelos caminhos de King. Com um grande e excepcional jovem elenco, um enorme senso de humor e muitos momentos arrepiantes, 'IT: A Coisa' assume o manto como um moderno clássico do cinema de horror.

No enredo, em 1989, Billy (Jaeden Lieberher) ainda está assombrado pelo desaparecimento de seu irmão e a cidade de Derry, no estado de Maine, está sofrendo com outro desaparecimento. A Escola acaba de entrar em recesso para as férias de verão e os amigos de Billy, referidos como "The Losers Club" (Clube dos perdedores), estão prontos para trocar farpas profanas e aproveitar a temporada de sol. 

O grupo é composto por Billy, Richie (Finn Wolfhard), Eddie (Jack Dylan Grazer) e Stanley (Wyatt Oleff); eles logo se juntam com Mike (Chosen Jacobs), um jovem cujo avô dirige um matadouro, Ben (Jeremy Ray Taylor), um jovem com excesso de peso que acabou de se mudar para a cidade e Beverly (Sophia Lillis), uma jovem com um pai abusivo e uma reputação um tanto duvidosa. Não só esses jovens têm que lutar contra o palhaço, mas também com o implacável bullier Henry (Nicholas Hamilton), que junto com seus amigos, estão determinados a tornar a vida um inferno para o "The Losers Club".


O roteiro de Gary Dauberman é incrivelmente eficiente, construindo a mitologia de King para à tela e dosando o amplo terror com abundância de risos. O Terror e a sensação de vulnerabilidade são onipresentes no filme e, no entanto, há esse humor para contrariar e balancear os elementos. O recorte entre desespero e sorrisos é sem dúvida a combinação que garante ao filme ser uma das melhores adaptações de uma obra de Stephen King nos últimos anos.

O jovem elenco de 'IT: A Coisa' é uma revelação e qualquer comparação com 'Stranger Things' não é simples coincidência, já que a série foi fortemente influenciada pelo romance de King. Finn Wolfhard muitas vezes rouba a cena com a entrega impecável de algumas surpreendentes piadas. O mesmo, no entanto, pode ser dito de qualquer um dos jovens atores do filme. Todos eles são absurdos em suas entregas.


No papel do antagonista do filme, Pennywise, Bill Skarsgard é ameaçador e perturbador como o horrível palhaço que espreita nos esgotos abaixo da cidade de Derry. Ele traz uma performance que oscila entre o cômico e o perturbador, com níveis de excentricidade para deixar qualquer um incomodado com sua presença.

A combinação de diversão e horror, com esse jovem elenco estelar (sério, podem aguardar coisas grandiosas de cada jovem desse filme), a direção de Andy Muschietti regado pela sensação de nostalgia que o filme entrega cria uma personalidade ousada para 'IT: A Coisa' que irá assegurar que o filme não seja apenas um hit, mas um filme que os fãs de horror continuarão amando e aclamando pelos próximos anos. Já estou aqui ansioso pela segunda parte.

IT: A Coisa | Crítica IT: A Coisa | Crítica Reviewed by Marko Miller on quarta-feira, setembro 06, 2017 Rating: 5

0 COMENTÁRIOS

Postar um comentário

comentários
DISQUS