Reprodução/Divulgação

A Grande Jogada | Crítica


'A Grande Jogada' é uma adaptação do livro que narra a vida de Molly Bloom (lançado no Brasil pela Editora Intrínseca).

Indicado ao Globo de Ouro 2018 em duas categorias, Melhor Roteiro de Filme e Melhor Atriz de Filme Drama, rendendo também uma indicação ao Oscar 2018 na categoria Melhor Roteiro Adaptado. O roteiro e direção fica por Aaron Sorkin considerado especialista em adaptações, responsável por 'Steve Jobs' e 'A Rede Social'.

Após perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos devido a um acidente grave, a esquiadora Molly Bloom (Jessica Chastain, 'A Colina Escarlate') decide tirar um ano de folga e ir trabalhar como garçonete em Los Angeles. Lá conhece Dean Keith (Jeremy Strong, 'Selma') um produtor de cinema que não sabe administrar bem suas finanças decide contratá-la como assistente.

Molly percebe do pior jeito que ser independente não é fácil, ela passa a coordenar jogos de cartas clandestinos, organizados por Dean que tem cliente ricos e famosos de Hollywood. Fascinada com o ambiente e a possibilidade de enriquecer facilmente, Molly começa a prestar atenção a todos os detalhes para que ela própria possa organizar jogos do tipo.

Molly é inteligente e sempre teve uma criação rigorosa. Sagaz e sedutora, ela domina rapidamente o jogo, aprende os truques e começa a ganhar comissões emcima das partidas, Dean passou a ter inveja da sua inteligência e resolveu romper com ela dando a oportunidade de abrir o próprio jogo, roubando os jogadores de Dean e criando um negócio luxuoso, tornando-se a "Princesa do Pôquer".

Seu jogo e sua fama tomou proporções gigantescas chamando atenção de muitas pessoas, como a máfia e a policia. Sozinha, Molly não dava mais conta e montou uma equipe e passou a usar drogas para deixa-la acordada o suficiente para acompanhar as partidas.


Molly passa a perder o controle com o jogo ela não tem mais vida social ou pessoal, se afasta da família, não tem amigos e passa a abusar demais das drogas e, com a entrada da máfia, ela se mete em problemas. Pessoas de fora querem roubar seu negocio e sua vida corre perigo. Após uma batida policial ela perde tudo e vai presa.

A Polícia passa a fazer exigências, Molly precisaria entregar sua lista de clientes e colaborar com a policia para derrubar a máfia russa. Os poderosos de Hollywood tinham medo que Molly entregasse sua lista, aos poucos alguns foram caindo e a lista de inimigos de Molly só aumentava.

Precisando de ajuda, ela contrata o advogado Charlie Jaffey (Idris Elba, 'Luther'). A princípio ele recusou o caso, ele conhecia a fama dela e não queria se envolver, após muita insistência ele ouviu a versão dela da historia e passou a preparar sua defesa.


Somos apresentados a uma personagem feminina forte, inteligente e empreendedora. Começando como uma garota simples e provando-se uma mulher dona de uma empresa que fatura milhões por dia.

Jessica está maravilhosa no personagem, entregando muitas camadas, conforme a trama vai se desenrolando. Carregando o filme todo nas costas, o que é natural já que ela mesmo conta a sua história de ascensão e queda. É bonito de ver Jessica e Idris em cena. Eles mostram muita química e o desenrolar da trama eles desenvolvem uma relação de respeito, sem forçar um romance entre os dois ou outro tipo de envolvimento que seria totalmente desnecessário.


A fotografia e direção de arte ressaltam elementos interessantes durantes os jogos e os negócios de Molly. Uma atmosfera de luxo, requinte e design arrojado. Molly não passa despercebida e exibe figurinos deslumbrantes que exalta a sua feminilidade e ao mesmo tempo impõe sua força. Mesmo sendo uma mulher de negócios ela nunca cruzou a linha entre negócios e prazer. 

O único problema do filme é que poderia ter menor duração. O filme tem um bom roteiro, no começo temos diálogos rápidos e espertos, vários cortes, dando agilidade nos fatos narrados pela personagem, mas em determinado momento a trama perdeu o ritmo e tornando-se parado e sem impulsionar a trama que já estava com todos as peças montadas e não surtiu o efeito necessário ao chegar no final. 

'A Grande Jogada' tem mais acertos do que erros, uma personagem forte, boa produção e direção e ainda por fim a performance maravilhosa da Jessica Chastain que só pela sua presença já vale a pena conferir o filme.

A Grande Jogada | Crítica A Grande Jogada | Crítica Reviewed by Cintia Milanez on sexta-feira, março 02, 2018 Rating: 5

0 COMENTÁRIOS

Postar um comentário

comentários
DISQUS